Brasil atinge marca de 600 mil vidas perdidas por Covid-19

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600 mil mortes covid-19
País atingiu marca com vacinação em alta e mortes por Covid-19 caindo. Foto: divulgação ONG Rio de Paz

No dia que o Brasil conta os 600 mil mortos por complicações da Covid-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga anunciou novas metas para vacinação em 2022. Os números de óbitos pela doença, no entanto, parecem arrefecer conforme o avanço das imunizações. O plano para a cobertura vacinal para o próximo ano foi detalhado em uma entrevista coletiva dada na noite desta sexta-feira (8).

O cronograma tem por objetivo aplicar mais duas doses a idosos e mais uma para pessoas com até 59 anos. Os imunizantes serão dados após seis meses depois da aplicação anterior.

A pasta afirmou ainda que para o próximo ano pretende utilizar 354 milhões de doses, com uma parte sendo de 2021 que serão remanejadas. Queiroga disse ainda que 120 milhões serão adquiridas da AstraZeneca, ao custo de R$ 11 bilhões.

CoronVac fora

O ministro falou também que a vacina produzida pelo Instituto Butantan está fora dos planos para a imunização do ano que vem. Segundo ele, o motivo é por conta do imunizante não ter o registro definitivo da Anvisa.

Manifestação

Um ato em Copacabana, na zona sul do Rio, também marcou a trágica marca nesta sexta (8). Realizado pela ONG Rio de Paz, foram colocados 600 mil lenços brancos, em alusão às lagrimas de parentes das vítimas que choraram suas perdas. A manifstação aconteceu em frente ao Copacabana Palace, durante a manhã.

Os lenços foram pendurados por pregadores pretos em varais, onde também ficaram algumas bandeiras do Brasil.

Ato reuniu 600 mil lenços em Copacabana. Foto: divulgação ONG Rio de Paz

“Houve um morticínio no Brasil: 600 mil mortos pela COVID-19. Se queremos tirar alguma lição dessa espantosa perda de vidas a fim de que sofrimento como esse não se repita no nosso país, precisamos responder a uma pergunta central: quem são os responsáveis por esta tragédia?”, questiona o presidente da ONG Rio de Paz, Antonio Carlos Costa.

“Três palavras sintetizam os erros cometidos pelo Governo Federal, principal responsável por estatística que nos põe no topo do número de óbitos no mundo: incompetência, irresponsabilidade e insensibilidade”, diz ele.

Boletim

O boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde na tarde desta sexta (8) mostra que o Brasil registrou, em 24 horas, 615 novas mortes em decorrência de covid-19. Com isso, o país chegou a 600.425 mortes durante a pandemia. O levantamento mostra que 18.172 novos casos da doença foram registrados no sistema de monitoramento do Ministério da Saúde.

No total, o país registrou até o momento 21.550.730 casos de infecção pelo novo coronavírus. O informativo também traz os dados sobre óbitos em decorrência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que somam 3.127 casos e que estão sob investigação de órgãos competentes.

O país tem 285.032 casos ativos de covid-19 em monitoramento. O número diz respeito a casos diagnosticados que estão sob supervisão médica ou em isolamento.

O número de recuperados também atingiu um nível inédito. São 20.665.273 casos, o que corresponde a 95,9% do total de infectados.

Vacinação

Segundo mostra o painel nacional de vacinação, 246.835.990 doses de imunizantes ofertados pelo SUS já foram aplicadas. Destas, 149,21 milhões são relativas à primeira dose do ciclo vacinal, enquanto 97,62 milhões são referentes à segunda dose ou dose única. Já foram distribuídas para os estados 301 milhões de doses de vacina contra a covid-19.