A mulher apontada como titular da conta bancária que recebeu cerca de R$ 16 mil após um golpe aplicado contra a mãe de Adriano Imperador deve ser ouvida pela Polícia Civil ainda nesta semana. O caso é investigado pela Delegacia do Recreio, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, que apura a fraude sofrida por Rosilda Ribeiro, de 61 anos.
De acordo com as investigações, Rosilda realizou a transferência após ser enganada por criminosos que utilizaram recursos de inteligência artificial para se passar pelo filho. O golpe ocorreu por meio de mensagens enviadas ao celular da vítima, nas quais o estelionatário afirmava que Adriano havia trocado de número de telefone.
A fraude ganhou repercussão depois que o ex-jogador do Flamengo usou as redes sociais para expor o caso. Visivelmente exaltado, Adriano fez um alerta público para amigos, fãs e seguidores, reforçando que não mudou de contato e pedindo atenção para que outras pessoas não caiam no mesmo tipo de armadilha.
No mesmo desabafo, o Imperador também fez ameaças diretas aos responsáveis pelo crime e exigiu a devolução do dinheiro. Ele chegou a estabelecer um prazo de 24 horas, afirmando que a situação ultrapassou qualquer limite por envolver sua mãe. Segundo Adriano, mexer com a família é algo que ele não admite.
“Estou aqui para avisar algo bem sério. Minha mãe acabou de depositar R$ 15 mil e pouco numa conta se passando por mim. Não faça, pessoal. Não troquei de número. Esse safado aí, é melhor você devolver. Irei atrás de tu. Não se mete com mãe, avó, com família. Eu tô te avisando: se não devolver, vai ver só se não irei saber quem é. Quando se mete com a família é diferente, você vai ver o diabo descendo na Terra. Devolva em 24 horas”, falou Adriano.
Imperador agradece
No dia seguinte, o ex-atleta voltou às redes sociais em tom mais calmo para informar que o caso já estava sendo tratado pelas autoridades. Ele agradeceu as mensagens de apoio e disse que os procedimentos legais foram adotados. Ainda assim, reforçou o alerta sobre golpes virtuais cada vez mais sofisticados, que usam tecnologia para enganar vítimas.
Em nova publicação, Adriano explicou que reagiu movido pela raiva, mas destacou a importância de denunciar crimes do tipo. Ele pediu que as pessoas desconfiem de pedidos de dinheiro feitos por mensagens e evitem realizar transferências sem confirmar a identidade de quem solicita.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que os casos de estelionato seguem em alta no Rio de Janeiro. Apenas no último ano, foram registrados cerca de 147 mil golpes no estado, uma média de 17 ocorrências por hora.