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Ex-BBB encena personagem clássico em teatro de Niterói

Redação |

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Divulgação

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O ex-BBB e ator Rodrigo França vai encenar a peça “Eu sou um Hamlet”, de William Shakespeare, no Teatro da UFF, em Icaraí, na Zona Sul de Niterói, nos dias 12 e 13 de outubro (sábado e domingo). A encenação tem direção de Fernando Philbert.

O monólogo coloca um espelho diante do mundo e reflete este tempo violento e pleno de segregações. Assim, utilizando as falas de Hamlet, nos evoca questionamentos acerca da sociedade de hoje, das relações humanas e da sua própria condição de humanidade enquanto homem negro no Brasil em sua jornada de autoconhecimento.

Uma das primeiras dramaturgias do ocidente que busca refletir a humanidade, a peça amplia os seus dilemas a partir de um ator negro em sua encenação. A proposta é trazer essa consciência da realidade ao personagem. Ser ou não ser? Estar consciente ou não?

Lançando luz ao mito da democracia racial no Brasil – ou no reino da Dinamarca – esse Hamlet negro está diante no dilema de encontrar um discurso capaz de fazer repensar o hoje. Dilema este que levou o próprio Rodrigo França a se questionar se deveria ser ou não ser o emblemático personagem nesta montagem.

Reforça perceber como essa tragédia colonial gerou uma espécie de homem negro esvaziado de si mesmo e tendo que piratear uma humanidade falsa, capenga, sempre sob suspeita, sempre no limite.

“Shakespeare foi popular em sua época, o século XVI, ao encenar peças que se comunicavam com os mais diferentes tipos de pessoas, de nobres a populares. Não será diferente em nossa montagem. Não gosto da arte para poucos, com muros. Quero que a tia do Complexo do Alemão saia do teatro contemplada, assim como a madame do Leblon”, profere Rodrigo França.

Para Rodrigo, estar à frente desta montagem é importante, sobretudo, para mostrar que os artistas negros podem fazer qualquer personagem.

Para o ator, que divide seu tempo ainda como diretor, debatedor, filósofo, autor e escritor, a população negra ainda está em busca de ser humanizada no Brasil.

“Só é tratado como humano aqueles que tem dignidade em suas estruturas. Estamos longe de uma equidade para existir uma reparação de nossas mazelas causadas pela escravização. Contextualizando ‘Hamlet’, os nossos fantasmas (ancestrais) ainda clamam. O Hamlet de Shakespeare quer vingança; no Brasil, os diversos ‘Hamlets’ só querem justiça. Imagina se quisessem vingança? Não posso dispersar, pois os meninos estão morrendo lá fora. E temos muito o que fazer”, finaliza Rodrigo França.

Serviço

Datas: 12 e 13 de outubro (sábado e domingo) 

Horário: às 20h

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 65 minutos

Ingressos: R$ 40 inteira | R$ 20 meia

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