Outubro marcará a estreia de “Três Graças”, próxima novela das 21h da “TV Globo”, que promete unir suspense, humor e reflexões sobre a realidade brasileira em uma narrativa centrada em diferentes gerações de mulheres. Escrita por Aguinaldo Silva em parceria com Virgílio Silva e Zé Dassilva, e com direção artística de Luiz Henrique Rios, a trama se passa em São Paulo e foi detalhada em coletiva de imprensa da qual o ENFOCO participou.
No centro da história está Gerluce Maria das Graças (Sophie Charlotte), que, assim como a mãe, Lígia (Dira Paes), e a filha, Joélly (Alana Cabral), enfrenta desafios que refletem desigualdades sociais. Sophie contou que se sentiu “fascinada” ao interpretar uma personagem que “mantém a esperança e a alegria, características muito do povo brasileiro”.
Já Dira afirmou que o papel desperta reflexões sobre a força feminina e a importância da solidariedade. “Só é possível sobreviver em um ambiente de tantas faltas com suporte emocional e psicológico”, disse.
A trama também explora o universo dos vilões. Grazi Massafera interpreta a viúva de um ex-sócio da Fundação Ferette, envolvida em um esquema de falsificação de remédios liderado por Santiago Ferette (Murilo Benício). “Os vilões têm um lado cômico e natural ao falar coisas horríveis, típico de Aguinaldo”, adiantou Grazi.
Outra vilã que promete movimentar a história é Lucélia, personagem de Daphne Bozaski. Aos 33 anos, a atriz passou por uma transformação no visual para interpretar a ambiciosa prima de Maggye (Mell Muzzillo). Após viver a atrapalhada Lupita em “Família é Tudo”, Daphne aposta em uma caracterização completamente nova para dar vida à personagem manipuladora e disposta a tudo para alcançar seus objetivos.
“Na trama, Lucélia acaba de perder o pai, mas já era órfã de mãe. Ela é ambiciosa e muito atenta a tudo ao seu redor. Suas atitudes são controversas, especialmente se pensarmos em alguém que, aparentemente, quer a harmonia da família”, explicou.
A diversidade também ganha espaço com o casal Kasper Damatta (Miguel Falabella) e João Rubens (Samuel de Assis), que vivem um relacionamento de mais de 20 anos e criam a filha adotiva Maggye (Mell Muzzillo). “Esse casal homoafetivo é a família mais funcional da novela”, destacou Falabella. Samuel complementou: “É uma relação honesta, bonita, com seus desafios”.
Fundação Ferette
A Fundação Ferette, respeitada pelo trabalho social, distribui medicamentos gratuitos, que, na verdade, são placebos, um segredo desconhecido até mesmo pelo filho de Santiago, Leonardo (Pedro Novaes). O ator descreveu o personagem como “rico em conflitos” e adiantou que a relação com o pai será marcada por descobertas.
Lorena (Alanis Guillen), outra filha de Ferette, aparece como uma personagem determinada. “Ela busca a verdade e enfrenta o pai. Acredita em um mundo mais justo”, disse a atriz. Bárbara Reis, por sua vez, vive Lena, que retorna ao Brasil ao lado do marido Herculano (Leandro Lima) e enfrenta questões ligadas à maternidade. “É um personagem muito diferente do que já fiz”, contou.
Zenilda (Andreia Horta), esposa de Ferette, representa uma contraposição aos vilões ao lidar com a traição e repensar a própria vida. “Ela traz a tônica da não violência e confronta discursos dentro da família”, explicou a atriz.
O elenco ainda conta com o retorno de Fernanda Vasconcellos à Globo após quase uma década, no papel de Samira Veiga. A atriz afirmou que aceitou o convite pelo desejo de voltar a trabalhar com Aguinaldo Silva e com o diretor Luiz Henrique Rios.
“Três Graças” tem estreia prevista para o dia 20 de outubro, com direção de gênero de José Luiz Villamarim.