Quatorze anos depois de mobilizar o país em torno de uma história de vingança, redenção e disputas familiares, a novela “Avenida Brasil” retornará à programação da TV Globo no dia 30 de março. A produção substituirá “Rainha da Sucata” na faixa do “Vale a Pena Ver de Novo”, reacendendo o interesse por uma das tramas de maior repercussão da dramaturgia nacional.
Criada por João Emanuel Carneiro, a novela acompanha a trajetória de Rita, menina que vê a própria vida mudar após a morte do pai e o abandono em um lixão pela madrasta, Carminha. Anos depois, já adulta e sob a identidade de Nina, ela retorna disposta a confrontar o passado e acertar contas com quem a prejudicou, movimento que conduz o enredo entre memórias, segredos e reviravoltas.
A narrativa é ambientada no fictício bairro do Divino, no subúrbio do Rio, espaço que funciona como eixo das relações entre os personagens e retrato de uma comunidade marcada por laços afetivos, rivalidades e pela paixão pelo futebol. É nesse cenário que se cruzam histórias familiares, romances interrompidos e conflitos que misturam humor, drama e crítica social.
O confronto entre Nina e Carminha, interpretadas por Débora Falabella e Adriana Esteves, tornou-se o principal motor da narrativa e ajudou a transformar a obra em um marco cultural. Ao redor delas gravitam figuras como o ex-jogador Tufão, vivido por Murilo Benício, e Jorginho, papel de Cauã Reymond, personagens centrais nas disputas emocionais que atravessam a história.
Exibida originalmente em 2012, a trama alcançou índices expressivos de audiência e repercussão popular, com cenas e falas que passaram a circular amplamente fora da televisão, incorporadas ao cotidiano e às redes sociais. O sucesso também se refletiu no exterior: a produção foi indicada ao Emmy Internacional e licenciada para mais de 140 países, com dublagens em diversos idiomas.
Além do desempenho internacional, o folhetim ganhou adaptações e permanece como referência de narrativa ágil, personagens ambíguos e forte identidade estética. A direção de núcleo foi de Ricardo Waddington, com condução que privilegiou ritmo cinematográfico e múltiplos núcleos dramáticos.