Uma situação inusitada despertou a atenção dos torcedores do Botafogo, nesta quarta-feira (14). A SAF do clube carioca foi oficialmente colocada à venda. O anúncio foi feito no jornal britânico Financial Times pela Cork Gully, administradora da Eagle Football, empresa de John Textor, presidente do time.
No anúncio, a empresa coloca o Glorioso como “um dos clubes mais históricos do Brasil”, ao lado da Olympique Lyonnais – conhecida como Lyon – e da RWDM Brussels.

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Após a repercussão, Textor se manifestou à impresa sobre o ocorrido. Em nota concedida ao ESPN, o norte-americano afirmou que o anúncio faz parte de um procedimento padrão na venda para atrair ofertas e acionistas no mercado.
“Isso é uma exigência rotineira e legal em qualquer administração judicial, pois eles sabem que os acionistas e credores atuais farão ofertas. Acho que isso é novidade para as pessoas no Brasil, mas esse é o protocolo na Inglaterra“, declarou o presidente do Botafogo.
Dívidas e gestão no Botafogo
O clima de insatisfação não é novo entre os torcedores do alvinegro carioca. Há pouco mais de 4 anos na gestão do Botafogo, John Textor conseguiu contribuir positivamente na reestruturação do time, mas está cada vez mais perto de deixar o Glorioso de forma amarga.
Com dívidas sonoras, o clube tinha uma dívida bruta de cerca de R$ 2,5 bilhões até o final de 2025, onde R$ 1,6 bilhões são à curto prazo. Em soma com os salários de atletas atrasados, e o baixo desempenho em campo, resta à torcida botafoguense se contentar com o sentimento de insatisfação.
