A sexta-feira (27) entrou para a história do tênis de mesa brasileiro. A dupla formada por Hugo Calderano e Bruna Takahashi conquistou, de forma inédita, o título de duplas mistas do Grand Smash de Singapura, superando os então líderes do ranking mundial, Lim Jonghoon e Shin Yubin, nesta sexta-feira (27), em Singapura.
A vitória por 3 sets a 0, com parciais de 11/7, 11/6 e 13/11, marcou a primeira vez que uma dupla de fora da Ásia sobe ao lugar mais alto do pódio em um Grand Smash, um dos torneios mais importantes do circuito mundial, equivalente a um “Grand Slam” da modalidade e que distribui 2 mil pontos no ranking.
Além do título inédito, Calderano e Bruna já haviam alcançado outro feito expressivo ao se tornarem a primeira parceria não asiática a chegar à final da competição. A conquista confirma o crescimento do Brasil no cenário internacional do tênis de mesa e encerra uma longa sequência de domínio oriental no torneio.
O Grand Smash integra o circuito organizado pela WTT (World Table Tennis), que reúne ainda eventos das categorias Contender, Star Contender, Champions e Cup Finals.
Brasil no controle
A decisão começou equilibrada, mas com controle dos brasileiros. No primeiro set, a dupla abriu vantagem nos momentos decisivos e fechou em 11 a 7. Na segunda parcial, manteve o ritmo agressivo para ampliar com 11 a 6.
O terceiro set foi o mais dramático. Calderano e Bruna chegaram a estar atrás por 4 a 0, reagiram ponto a ponto, viraram para 9 a 8 e encararam uma reta final tensa. Com consistência nos rallies e firmeza nos saques, salvaram momentos de pressão e selaram o título em 13 a 11.
Outros resultados
No torneio individual, Calderano também disputou as oitavas de final do simples masculino, mas acabou superado pelo chinês Yuanyu Chen por 3 sets a 1, de virada.
Parceiros dentro e fora da mesa, Calderano e Bruna mantêm relacionamento desde 2024. Eles vivem na Alemanha, onde treinam juntos e concentram a preparação para as principais competições do calendário internacional.
A conquista em Singapura agora entra para a história como um dos maiores resultados do tênis de mesa brasileiro, e um marco simbólico ao romper, pela primeira vez, a barreira continental em um dos palcos mais importantes do esporte.