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Esportes

CBF cria novas regras para aumentar o tempo de bola rolando no Brasileirão

João Alves | Publicado em: - Atualizado 3 meses atrás

CBF estabelece novas regras para combater a cera no futebol
Presidente da CBF, Samir Xaud. Foto: CBF

Até a paralisação para a Copa do Mundo da Fifa, no primeiro semestre deste ano, o Campeonato Brasileiro registrou uma média de apenas 52 minutos e 54 segundos de bola rolando em campo. A informação é da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que estabeleceu, nesta segunda-feira (10), um conjunto de novas regras para tentar reverter o altíssimo tempo em que a bola fica parada nos campeonatos nacionais brasileiras.

A série de regras, segundo a entidade, busca alinhar o tempo de bola rolando com o ideal proposto pela Fifa, cerca de 60 minutos por partida. Atualmente, o Brasil se encontra abaixo de inúmeras ligas europeias, que registram médias melhores no quesito.

Ao todo, a CBF criou 10 novas regras que visa combater a cera, simulações, paralisação e a lentidão que a bola leva para voltar a rolar em campo a cada lance. Nessa linha, também ficou estabelecido que os árbitros serão orientados a tratar as punições de forma mais rigorosas, incluindo a permissão para aplicar cartões amarelo, caso os atletas comecem a atrasar a partida.

As regras são:

1. Oito segundos com a bola nas mãos

Goleiro que exceder o limite entrega escanteio ao adversário.

2. Cinco segundos para arremesso lateral

Contagem começa assim que o jogador tiver a bola em mãos.

3. Cinco segundos para cobrar tiro de meta

Árbitro apita e conta cinco segundos. Caso goleiro exceda tempo, concede escanteio ao adversário.

4. Dez segundos para deixar o campo em substituições

Jogador substituído deve sair pelo ponto mais próximo de forma célere, sem caminhada.

5. Um minuto fora após atendimento

Atleta que for atendido no gramado precisará sair e deve permanecer fora por um minuto.

6. Após atendimento ao goleiro um jogador de linha fica fora por um minuto

Treinador ou capitão indica quem cumpre o minuto fora.

7. Somente o capitão fala com o árbitro

Um único interlocutor por equipe durante toda a partida.

8. Cobrir a boca em discussão: vermelho (Protocolo Vini Jr)

Tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário será conduta passível de expulsão.

9. Checagem de VAR para aplicação de segundo cartão amarelo

Passa a ser revisável pelo VAR o cartão que resulta em expulsão.

10. Checagem de VAR para escanteio concedido por engano (aprovada para 2027)

Revisável quando levar diretamente a gol ou pênalti.

João Alves

Amante do cinema, se descobriu no jornalismo através de conversas e boas histórias. É focado em contar os relatos de quem vive o dia a dia no Rio de Janeiro, sempre atento às denúncias dos leitores.

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