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Esportes

Estádio de São Januário é declarado patrimônio histórico do Rio

Redação | Publicado em:

Leandro Amorim / Vasco



O estádio Vasco da Gama, conhecido como São Januário, agora é patrimônio histórico, cultural e turístico do Estado do Rio de Janeiro. A novidade foi oficializada pelo governador Cláudio Castro que sancionou a Lei 10.623, publicada nesta quinta-feira (12), no Diário Oficial do Estado. 

“Tornar o São Januário nosso patrimônio é garantir que sua história seja preservada e respeitada. O local, mais do que um ponto de encontro de milhares de pessoas para celebrar o esporte, também testemunhou importantes momentos históricos em mais de nove décadas de existência. Além disso, contribuiu para importantes avanços, como a inclusão social e diversidade no futebol”, pontuou o governador Cláudio Castro.

Além de exaltar a importância histórica do estádio, a lei busca incentivar o turismo no local, de modo a atrair mais visitantes que buscam conhecer e vivenciar a experiência da cultura do espaço cruzmaltino.

História do estádio

No dia 28 de março de 1925, o Vasco adquiriu o terreno para a construção do seu estádio. O responsável pela busca do terreno foi o dirigente vascaíno Manoel Joaquim Pereira Ramos. Ele encontrou a grande área onde hoje está erguido São Januário, na encosta do Morro do Pedregulho, no bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro.

No local onde hoje encontra-se a Barreira do Vasco havia um casarão da antiga “Chácara do Bastos”, popularmente conhecida como “Chacrinha do Imperador”. Essa elevação de terra teria inspirado a alcunha “Colina Histórica” ou “Gigante da Colina”.

No dia 20 de dezembro de 1925, o Vasco hasteou o pavilhão do Clube no terreno em que construiria o seu estádio. O mastro de ferro foi doado por Manoel Joaquim Pereira Ramos, responsável por encontrar o terreno. A bandeira teria sido doada por Raul da Silva Campos.



O Estádio de São Januário é fruto do amor e generosidade dos vascaínos. Estão registradas, além das contribuições financeiras, a doação de pequenas e grandes quantidades de materiais de construção, e até mesmo de mão de obra, com vascaínos disponibilizando horas de trabalho voluntário ao seu Clube.

Era comum naqueles dias ver vascaínos humildes subindo a rua São Januário em carroças para doar cimento, pedra e areia para a construção. A força de trabalho contratada para a grande obra foi complementada por voluntários de todos as áreas. Eram pedreiros, serventes, carpinteiros, marceneiros, vidraceiros, bombeiros hidráulicos, engenheiros e projetistas orgulhosos em servir ao seu clube.

Nos finais de semana, centenas de vascaínos e suas famílias vinham a São Cristóvão testemunhar com emoção o avanço das obras. Faziam piqueniques na colina, próximo do casarão do Bastos, e observavam o desenvolvimento da obra.

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