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Esportes

Irã anuncia boicote à Copa do Mundo de 2026 após ataques dos EUA e morte de líder supremo

Redação | Publicado em:

Troféu da Copa do Mundo é exibido antes da abertura oficial do torneio, que reúne 48 seleções em Estados Unidos, México e Canadá. Foto: Agência Brasil

O governo do Irã afirmou que não pretende participar da Copa do Mundo FIFA de 2026 após ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos em conjunto com Israel, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. A declaração foi feita nesta quarta-feira (11) pelo ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donyamali.

Segundo o ministro, diante da atual situação de guerra e da morte do líder religioso e político do país, o governo considera impossível a participação da seleção iraniana no torneio.

“Considerando que esse regime corrupto assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo”, afirmou Donyamali à televisão estatal.

Os ataques aéreos contra o Irã ocorreram há cerca de duas semanas e desencadearam uma escalada de tensão em toda a região do Golfo. De acordo com autoridades iranianas, mais de 1.300 civis teriam morrido desde o início das ofensivas, iniciadas em 28 de fevereiro.

O embaixador iraniano na Organização das Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, afirmou que milhares de cidadãos foram mortos ou feridos durante os ataques.

Segundo o ministro dos Esportes, a guerra e a instabilidade interna tornam inviável a participação do país em competições internacionais.

“Nossas crianças não estão seguras e não existem condições para participar”, declarou.

No sorteio realizado em dezembro, o Irã foi colocado no Grupo G da competição ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.

Todas as partidas do grupo estavam programadas para acontecer nos Estados Unidos, incluindo jogos nas cidades de Los Angeles e Seattle.

A Copa do Mundo de 2026 será sediada por três países: Estados Unidos, México e Canadá, entre os dias 11 de junho e 19 de julho, e será a primeira edição com 48 seleções.

Até o momento, a FIFA não se manifestou oficialmente sobre a possível substituição da seleção iraniana caso o boicote seja confirmado.

Pelas regras da entidade, qualquer seleção que se retire da competição com mais de 30 dias antes da primeira partida pode ser multada em pelo menos 250 mil francos suíços. Além da multa, a federação nacional pode sofrer sanções esportivas ou até ser substituída por outra equipe.

Mais cedo, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a participação do Irã no torneio.

Segundo Infantino, Trump teria dito que a seleção iraniana seria bem-vinda para disputar o Mundial em território americano.

Apesar disso, fontes ligadas ao governo iraniano indicam que a decisão política de não participar da Copa já foi tomada, o que também inviabilizaria amistosos e jogos preparatórios enquanto durar o conflito.

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