O Brasil começa a se mobilizar fora das quatro linhas para a Copa do Mundo Feminina de 2027. O Governo Federal abriu uma consulta pública para que a população contribua com ideias sobre o que o país deve herdar após a realização do torneio, marcado para acontecer entre junho e julho daquele ano.
A iniciativa, conduzida pelo Ministério do Esporte, está disponível na plataforma Brasil Participativo e busca orientar a construção do chamado Plano Nacional do Legado Social e Esportivo da competição. A proposta é entender quais mudanças a sociedade considera prioritárias antes, durante e depois do evento.
Na prática, o governo quer ouvir sugestões sobre como a Copa pode ir além dos jogos e gerar efeitos duradouros. Entre os pontos citados oficialmente estão o fortalecimento do futebol feminino, o aumento de investimentos na modalidade, a ampliação da participação de meninas e mulheres no esporte e a criação de políticas públicas voltadas ao público feminino.
Também entram na discussão temas como formação de treinadoras e gestoras, combate à violência e ao assédio no ambiente esportivo, além de impactos econômicos e turísticos nas cidades-sede.
Para participar, o interessado precisa acessar a plataforma e responder à pergunta central da consulta: “Qual legado você quer para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027?”. As contribuições serão analisadas pelo governo na elaboração do plano nacional.
A edição de 2027 será a primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul e contará com oito estádios brasileiros como sede: Maracanã (Rio de Janeiro), Arena Fonte Nova (Salvador), Neo Química Arena (São Paulo), Mineirão (Belo Horizonte), Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília), Arena Castelão (Fortaleza), Beira-Rio (Porto Alegre) e Arena Pernambuco (Recife).
Histórico
O Mundial feminino de 2027 será a décima edição da competição. Antes de chegar ao Brasil, o torneio já passou por China, Suécia, Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França e, mais recentemente, Austrália e Nova Zelândia, em 2023.