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Esportes

Lucas Chumbo e Pedro Scooby vencem o Itacoatiara Big Wave em dia de ondas de 5 metros

Redação | Publicado em: - Atualizado 2 meses atrás

Lucas Chumbo e Pedro Scooby
Dupla levou o título na categoria Time Masculino; no Time Mulher-Homem, Michelle Des Bouillons e Ian Cosenza ficaram com a vitória em competição que distribuiu R$ 150 mil. Foto: Tony D'Andrea / Divulgação

Ondas de até 5 metros, adrenalina e dois títulos brasileiros marcaram a 8ª edição do Itacoatiara Big Wave, realizada nesta terça-feira (25), na Praia de Itacoatiara, na Região Oceânica de Niterói. Lucas Chumbo e Pedro Scooby venceram na categoria Time Masculino, enquanto Michelle Des Bouillons e Ian Cosenza levaram a melhor no Time Mulher-Homem. A competição, disputada no formato tow-in, distribuiu R$ 150 mil em premiação.

Scooby foi o autor da maior onda do campeonato, com 5 metros, e dedicou a conquista ao parceiro Lucas Chumbo, que também comemorou aniversário nesta terça-feira.

“Queria dedicar essa vitória ao meu irmão Lucas Chumbo. Eu falei que ia tentar dar esse presente pra você. Te amo! As pessoas não sabem, mas ele é muito mais do que a minha dupla dentro d’água. É como se fosse uma família pra mim. Feliz aniversário, meu irmão Gaga. Te amo muito, moleque.”

O surfista também fez questão de dividir o mérito da maior onda com o piloto da moto aquática, peça fundamental nas disputas de tow-in.

“Quando você pega uma onda de tow-in, 50% é do piloto. Então, essa é a melhor onda? Não foi minha, foi nossa. Vem cá, Lucas. Isso que é dupla afinada! É isso aí. Faz parte do esporte.”

Chumbo terminou o dia em clima de festa e destacou o significado especial de conquistar o título no próprio aniversário.

“Essa energia aqui é maravilhosa. Sempre sonhei em fazer um aniversário com essa energia. Foi muito melhor do que eu esperava. Altas ondas, energia incrível, vibe carioca daquele jeito, meus melhores amigos dentro d’água é incrível. Estou fazendo um aniversário dos sonhos.”

Na final masculina, Chumbo e Scooby somaram 14,43 pontos. Willyam Santana e Gabriel Sampaio ficaram em segundo, com 10,50, e Felipe Lacerda e Benito terminaram em terceiro, com 5,80.

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Michelle Des Bouillons brilha na final

No Time Mulher-Homem, Michelle Des Bouillons e Ian Cosenza venceram com 16,37 pontos. A dupla Michaela Fregonese e Gabriel Sampaio ficou em segundo, com 12,80, enquanto Dominique Charrier e Paulo Diego Imbica terminaram em terceiro, com 10,57.

Michelle comemorou a vitória após uma final em que conseguiu completar dois tubos.

“Eu amo Itacoatiara. Esse lugar é incrível! Eu estou emocionada, porque eu fiz um dos melhores surfs da minha vida. Estou chorando de felicidade. Fiquei muito confortável lá dentro. Nós ficamos muito calmos. Acreditei nas ondas que o Ian tava escolhendo. Meus equipamentos estão muito bons. Eu venho trabalhando muito isso dentro de mim. De ficar cada vez mais calma e plena na hora que eu estou surfando. Antes eu pegava uma onda e já queria acelerar. Hoje eu consegui entender o que é isso. E isso me proporcionou esses dois tubos na finalíssima.”

A campeã também destacou a sintonia entre surfistas e pilotos na decisão.

“Foi uma disputa entre os surfistas, as mulheres e pilotos. Todos se conhecem, são amigos, mas pilotam super bem e queriam vencer. Mas a gente mostrou um pouco mais de presença e levamos essa.”

Ian Cosenza, responsável por pilotar a moto aquática para conduzir Michelle às ondas, resumiu a parceria:

“Missão cumprida e patroa feliz. Estou muito contente em surfar em Itacoatiara num dia como esse, de altas ondas, um mar com tamanho, performance, adrenalina. Parabéns às outras duplas também, aos outros pilotos que estavam ali. A gente estava contra duas duplas que conhecem muito de Itacoatiara, e poder ganhar ali, tendo eles ali, prova que estamos muito em sintonia. De vez em quando o pau quebra dentro de casa, mas dentro d’água, a gente se entende.”

Evento fortalece o esporte e a economia de Niterói

A vice-prefeita de Niterói, Isabel Swan, acompanhou o campeonato e ressaltou o impacto do evento para a cidade.

“É um orgulho ter um evento como o Itacoatiara Big Wave, que faz a diferença em Niterói e ajuda a posicionar a cidade. Queremos ver Niterói cada vez mais bonita, próspera e com muita prática esportiva. O esporte muda vidas e, quando fazemos política pública trazendo boas referências e o caminho do bem para a cidade, conseguimos mitigar índices de violência, criar novas perspectivas e fortalecer a autoestima da população.”

O secretário de Esporte e Lazer de Niterói, Luiz Carlos Gallo, destacou a evolução do campeonato e sua importância para o esporte nacional.

“Falar do Itacoatiara Big Wave é falar do desenvolvimento do esporte do mar em Niterói e de todos os benefícios que isso traz para a cidade. Fui um defensor dessa ideia desde o início e, hoje, ver o campeonato com esse porte, com esse nível de organização, me faz pensar o quanto o esporte evoluiu em Niterói, que se tornou referência em toda a região. Estamos recebendo atletas de várias partes do Brasil e do mundo, não só do surfe, mas também em outras modalidades. Isso é muito gratificante, é fruto de muito trabalho”, comemora.

Uma das novidades desta edição foi um novo sistema de julgamento, desenvolvido especialmente para competições de tow-in. Segundo a organização, Itacoatiara e Nazaré são os únicos campeonatos de ondas grandes do mundo a utilizar esse formato como opção exclusiva de acesso às ondas.

“Esse software permite gerar, para atletas e espectadores, durante a transmissão ao vivo, um conjunto maior de informações para o acompanhamento do campeonato. Com isso, os atletas puderam, inclusive, ter uma melhor noção de como conduzir suas performances”, explicou Alexey Wanick, diretor executivo do Itacoatiara Big Wave.

Competição movimenta turismo e comércio

Organizado pela Associação de Surfe de Ondas Grandes e Tow In de Niterói, o Itacoatiara Big Wave é apresentado pela Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer, e pela Águas de Niterói, com parceria esportiva do Sesc RJ.

O campeonato também tem impacto direto na economia local, movimentando hotéis, pousadas, bares, restaurantes, comércio, transporte e outros serviços. Na edição de 2025, o evento reuniu 40 atletas de sete países. Pousadas da Região Oceânica chegaram a registrar 100% de ocupação, enquanto hotéis da Zona Sul ultrapassaram 80%.

Para Alexey Wanick, a evolução da estrutura tem ajudado a ampliar o alcance internacional da competição.

“O IBW 2026 evoluiu em aspectos importantes e, por isso, vem atraindo cada vez mais participantes e, consequentemente, mais público. Ao oferecer aos atletas mais jet-skis de segurança aquática, uma premiação com valores mais altos e uma estrutura de transmissão e julgamento montada em contêineres, que oferecem maior resistência aos ventos fortes, a competição se torna ainda mais atrativa. Buscamos manter um equilíbrio na quantidade de duplas de diferentes países. Com o passar do tempo, o número de atletas estrangeiros tem aumentado. O IBW caminha nessa direção”, afirma Alexey Wanick.

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