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Maricá sai na frente da Cabofriense pelas oitavas de final da Copa Rio

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Foto: Reprodução

Recheada de atletas Sub-20, a Cabofriense não conseguiu segurar um Maricá pouco inspirado em partida válida pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Rio. Atuando no Alzirão, em Itaboraí, a equipe da casa venceu por 1 a 0 nesta quinta-feira (26), gol de Wálber.

O jogo começou bastante movimentado. Logo nos primeiros minutos, as duas equipes criaram duas grandes chances. A Cabofriense chegou através de um cruzamento da direita e ficou pedindo toque de mão da zaga. Do outro lado, Luan Gama invadiu a linha de fundo pela esquerda e cruzou para Jonathan Chula, que perdeu grande oportunidade.

O Maricá tentava dominar as ações e tinha boas subidas pelas laterais - pontos fracos da marcação do sistema defensivo da equipe de Cabo Frio - mas sem êxito no último passe e nas finalizações. Por outro lado, também acabava deixando espaços para ataques perigosos dos visitantes.

Sem a mesma concentração e o mesmo foco demonstrados durante toda a Série A2 do Campeonato Carioca, o Tsunami da Região Oceânica vacilava nas tomadas de decisões e irritava o treinador Marcus Alexandre. Era normal ouvir os gritos do comandante pedindo seriedade e intensidade na partida.

Com o meio-campo congestionado e pouca criatividade individual o time da casa abusava de cruzamentos errados e desarmes sofridos na entrada da área. Com Lelê no banco, a equipe sentia falta da possibilidade do um contra um - principal característica do meia-atacante.

O primeiro tempo chegou ao fim sem grandes oportunidades de gol e bem menos movimentada do que indicava nos minutos iniciais. A Cabofriense se fechou, praticamente abdicou dos contragolpes e apenas assistiu o Maricá tocando bola na intermediária sem capacidade de infiltração.

Segundo tempo

A equipe maricaense voltou com Luiz Felipe no lugar de Luan Gama. Mas foi a Cabofriense que deu o primeiro susto: Caio tirou Heltton para dançar, aplicou dois bonitos dribles e chutou forte, acertando a rede pelo lado de fora.

Com o time estático, o Maricá seguia sem conseguir criar chances devido à falta de movimentação. Nomes como Dedé, Sidney e Mauro, principais jogadores da temporada, vinham tendo atuação apagada. Já a Cabofriense, com cinco nomes na primeira linha e quatro na segundam também tinha méritos pelo ferrolho.

Até que, aos 11 minutos, na primeira jogada trabalhada de pé em pé, Sidney abriu na esquerda para Mauro e o volante levantou no segundo pau, a zaga desviou para cima e ela caiu à feição para Válber acertar um lindo sem pulo. Gol fundamental para os mandantes, que saíram na frente mesmo sem merecer.

Logo na sequência do gol, Marcus Alexandre decidiu colocar Lelê em campo, substituindo Badola e partir em busca do segundo tento - que daria tranquilidade para administrar a vantagem no Correão, na próxima semana, no jogo de volta.

A partir daí, o Maricá passou a dominar amplamente a posse de bola, mesmo sem criar muito. Em duas boas chegadas, aos 24 e aos 39, Lelê foi lançado em profundidade, cortou para dentro e chutou com perigo - parando em boas defesas do goleiro.

Aos 46, na última chance da partida, Maranhão cruzou da esquerda, Jonathan Chula ajeitou com o peito para o meio e Luan Patrick rolou para trás. Dedé pisou, deu um toquinho para adiantar e soltou a bomba, para mais uma grande defesa do camisa 1 da Cabofriense.

Diante do que foi o jogo, o resultado ficou de bom tamanho para as duas equipes. Na próxima semana, as equipes voltam a se enfrentar pela partida de volta. Por ter vencido, o Maricá vai a Cabo Frio com a vantagem do empate.

Quem se classificar enfrenta Volta Redonda ou Sampaio Correia-RJ nas quartas de final. A Copa Rio premia campeão e vice com vagas na Série D do Campeonato Brasileiro ou na Copa do Brasil da próxima temporada.

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