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Prefeitura de SG sai em defesa de Vini Jr. após ataques racistas

Redação | Publicado em:

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A Prefeitura de São Gonçalo, cidade onde nasceu Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid, manifestou solidariedade ao jogador que neste domingo (21) foi vítima de insultos racistas na derrota de 1 a 0 do Real Madrid para o Valencia, pela 35ª rodada do Campeonato Espanhol.

“Força @vinijr! São Gonçalo e o Brasil têm orgulho de você. Todo o nosso apoio e solidariedade pelos ataques racistas sofridos durante o jogo entre o Real Madrid e o Valencia, no último domingo (21). Que providências sejam tomadas. É preciso respeito e igualdade. Estamos com você!”, diz a nota publicada nas redes sociais.

O atleta nasceu na cidade e começou a carreira em uma escolinha do Flamengo no município. O prefeito Capitão Nelson também demonstrou repúdio aos ataques sofridos pelo jogador.

“Não admito covardia! Meu total repúdio ao episódio de racismo sofrido pelo nosso craque e orgulho de todos nós gonçalenses, @vinijr. Estamos com você, Vinicius. Não podemos aceitar mais esse tipo de atitude no futebol ou em qualquer outro lugar”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi outro que se solidarizou com o brasileiro.

“Um gesto de solidariedade ao jogador brasileiro jovem, negro, que joga no Real Madrid, que no jogo no estádio do Valencia foi chamado de macaco. Não é possível que quase no meio do século 21 a gente tenha o preconceito racial ganhando força em vários estádios de futebol na Europa”, disse Lula.

 





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“É importante que a Fifa e a liga espanhola tomem sérias providências, porque nós não podemos permitir que o fascismo e o racismo tomem conta dos estádios de futebol”
Lula



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La Liga

O presidente da La Liga, Javier Tebas Medrano, respondeu Vinícius Júnior após o atacante do Real Madrid declarar que o Campeonato Espanhol “hoje é dos racistas”, neste domingo. 

A autoridade alegou que o brasileiro não compareceu às reuniões para debater sobre casos de racismo e pediu para que o atleta se informe melhor.

“Já que aqueles que deveriam não explicam para você o que a La Liga pode fazer em casos de racismo, tentamos explicar para você, mas você não apareceu em nenhuma das duas datas combinadas que você mesmo solicitou. Antes de criticar e insultar a La Liga, é preciso que você se informe bem, Vini Jr. Não se deixe manipular e certifique-se de compreender plenamente as competências de cada um e o trabalho que temos feito juntos”, escreveu no Twitter.

Na mesma publicação, Tebas utilizou uma antiga entrevista de Vinícius Jr. celebrando que estavam ocorrendo cada vez menos casos de racismo e que a La Liga estava tomando atitudes para melhorar e punir as pessoas.

Minutos depois do pronunciamento de Javier Tebas Medrano, Vini Jr. rebateu o presidente da La Liga pedindo “ações e punições”, não apenas “hashtags” nas redes sociais.

“Mais uma vez, em vez de criticar racistas, o presidente da LaLiga aparece nas redes sociais para me atacar. Por mais que você fale e finja não ler, a imagem do seu campeonato está abalada. Veja as respostas do seus posts e tenha uma surpresa. Omitir-se só faz com que você se iguale a racistas. Não sou seu amigo para conversar sobre racismo. Quero ações e punições. Hashtag não me comove”, escreveu o brasileiro.

Vinícius Júnior foi vítima de insultos racistas neste domingo, na derrota de 1 a 0 do Real Madrid para o Valencia, pela 35ª rodada do Campeonato Espanhol. 

Aos 25 minutos da etapa final, torcedores presentes no Mestella entoaram cantos racistas direcionados ao atacante. O jogador identificou um dos torcedores que o ofendeu e precisou ser segurado pelos companheiros.

Já nos acréscimos, Vini Jr. foi expulso. O atacante se envolvimento em uma confusão com jogadores do time rival. 

Ele recebeu o cartão vermelho por atingir Hugo Duro, com o braço. A reação se deu após o brasileiro ser segurado pelo pescoço pelo mesmo jogador durante a discussão.

Após o término do confronto, La Liga prometeu que vai investigar o ocorrido e, para isso, solicitou “todas as imagens disponíveis para investigar o ocorrido”. 

A instituição também diz que “apresentou uma queixa nove vezes nas últimas duas temporadas perante o Comitê de Competições da RFEF, Comissão Estadual contra a Violência, Racismo, Xenofobia e Intolerância no Esporte, Ministério Público do Ódio e Tribunais”.

O Real Madrid volta a campo nesta quarta-feira (24), quando enfrenta o o Rayo Vallecano, às 14h30 (de Brasília), no Santiago Bernabéu, pelo Espanhol.

Com Gazeta Esportiva

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