O Brasil alcançou em 2024 o menor índice da história de sub-registro de nascimentos: 0,95%, ficando pela primeira vez abaixo de 1%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número reforça uma tendência de melhora na cobertura do sistema de registros civis no país.
Apesar do avanço, as desigualdades regionais persistem, com maiores taxas no Norte e Nordeste e índices mais baixos no Sul e Sudeste.
No caso dos óbitos, o sub-registro também caiu, passando de 4,89% em 2015 para 3,40% em 2024. As maiores falhas seguem concentradas em estados como Maranhão, Amapá e Piauí.
O levantamento ainda mostra que o problema é mais comum em nascimentos de mães muito jovens e em regiões mais vulneráveis, enquanto registros feitos em hospitais apresentam os menores índices de falhas.
O IBGE destaca que a melhora está ligada a políticas de ampliação do registro civil e integração entre cartórios e sistemas de saúde, essenciais para garantir direitos e fortalecer políticas públicas no país.