Skip to content

Brasil & Mundo

“É natural que o Supremo não agrade a todos”, afirma Toffoli

Redação | Publicado em:

Imagem não disponível


bancoimagemfotoaudiencia ap 431069
“Não pode haver espaço contra o STF, pois estamos defendendo a democracia, a liberdade e os direitos humanos”, afirmou o ministro. Foto: Agência Brasil



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, criticou nesta terça-feira (10) o que chamou de “ataques atentatórios” feitos à Corte neste ano. Após fazer um apanhado de julgamentos polêmicos, Toffoli afirmou ser natural que os julgamentos do plenário não agradem a todos. 



“Foram momentos difíceis, nas redes sociais, observamos robôs atuando no sentido de atacar as instituições”, disse Toffoli.  “Não é a crítica, porque a crítica é necessária, a crítica é bem-vinda. Lá se tratava realmente de ataques atentatórios à própria democracia”, disse.



Em março deste ano, Toffoli determinou de ofício, ou seja, sem provocação externa, a abertura de um inquérito sigiloso para apurar ataques contra ministros do Supremo e seus familiares. A medida foi alvo de críticas de políticos, juristas e do Ministério Público, que até outubro deste ano sequer participava do processo. Sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, a investigação está em curso.



Ao seguir em defesa do Supremo, Toffoli fez uma espécie de balanço e citou alguns julgamentos polêmicos realizados neste ano, que causaram forte reação, como a criminalização da homofobia, a permissão para a privatização de subsidiárias de estatais, a mudança de jurisprudência sobre prisão em segunda instância e o aval para o compartilhamento de informações entre órgãos de controle e de investigação criminal. 



“É natural que o Supremo não agrade a todos, sobretudo quando julga temas controversos, em que a sociedade está dividida. Mas não pode haver espaço contra o STF, pois estamos defendendo a democracia, a liberdade e os direitos humanos”, disse o ministro.



Toffoli também rebateu críticas sobre o que seria um “ativismo judicial” do Supremo, afirmando que a Corte atua somente mediante provocação e que não pode deixar de responder quando provocada.



“Não temos a possibilidade de não julgar. É o próprio meio político que leva para um segundo ou terceiro turnos as questões que a democracia deliberou com base nas suas instituições competentes”, afirmou o ministro.



Ainda em defesa da produtividade do Supremo neste ano, Toffoli disse que a Corte proferiu 94 mil decisões neste ano, 16,6 mil das quais de modo colegiado, número 20% superior ao ano anterior.



Agência Brasil


Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Fiscalização de construções irregulares em Maricá
Maricá

Construções irregulares em Itaipuaçu entram na mira da Prefeitura de Maricá

Feriadão prolongado terá chuva e chegada de nova frente fria no Rio e Niterói
Região

Feriadão será de chuva e frio no Rio e em Niterói

Concurso público Cremerj com inscrições abertas
Flávio Oliveira - Saiba como fazer!

Cremerj abre concurso com salários de até R$ 18 mil para níveis médio e superior

Esportes

Ancelotti faz convocação para amistosos da seleção brasileira em novembro