A Argentina vive dias de forte tensão política e social no país, principalmente na última semana, por conta da proposta de reforma trabalhista do então presidente Javier Milei, que acabou sendo aprovada na última sexta-feira (20). A medida repercutiu de forma tão negativa para certas classes do país, que protestos foram feitos, e até voos foram cancelados por conta de greves.
Em meio a tentativa de aprovar a reforma, argentinos tomaram as ruas e se organizaram em greves gerais, através da central sindical do país, que paralisou e afetou o transporte aéreo, cancelando passagens de avião inclusive de brasileiros, que tinham planos de voltar para casa nesta última semana.
Segundo informações da imprensa do país vizinho, a Aerolíneas Argentinas suspendeu cerca de 255 viagens, enquanto outras companhias também tomaram a mesma decisão, em um total de 31 mil pessoas prejudicadas, e um prejuízo estimado em cerca de US$3 milhões (pouco mais de R$15 milhões).
O que pede a reforma trabalhista na Argentina?
A reforma trabalhista, proposta pela base política e pelo próprio presidente Javier Milei, tem como principal ponto a possibilidade de uma jornada de trabalho diária de 12 horas, criação de banco de horas, limitação do direito de greve e regulamentação do trabalho por aplicativos sem vínculo empregatício.
A medida foi entendida, principalmente pela classe trabalhadora do país, como forma de permitir o aumento da exploração e abuso entre patrão e empregado. Já o governo defende que a reforma irá reduzir custos para contratar novos funcionários e ampliará a formalidade em ambiente de trabalho.
Via EBC
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