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Brasil & Mundo

Gasolina vai subir? Guerra no Oriente Médio liga alerta no preço do combustível

Redação | Publicado em:

Contratos já firmados e estoques adiam repasses em refinarias, diz IBP. Foto: Alexandre Brum / Petrobras

A guerra no Oriente Médio pode até fazer o preço do petróleo subir no mundo, mas o impacto não deve chegar tão rápido ao bolso do consumidor brasileiro. A avaliação é do presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy.

Nos últimos dias, o preço do petróleo disparou após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã e as respostas militares do país. Mesmo assim, segundo o IBP, gasolina e diesel no Brasil não devem subir imediatamente.

Isso acontece porque as refinarias mantêm estoques de petróleo. Ou seja, o combustível que está sendo produzido agora ainda usa petróleo comprado antes da alta de preços.

“Na medida em que esse petróleo mais caro chegar às refinarias, elas também, com um certo tempo, tenderão a transferir esse preço para os seus contratos novos, porque nos contratos já firmados, elas garantem o preço anterior”.

De acordo com Ardenghy, se o barril continuar caro por muito tempo, aí sim o aumento pode chegar aos poucos às refinarias — e, depois, aos postos. Mesmo assim, esse processo costuma ser lento.

Segundo ele, a mudança pode levar até seis meses para aparecer no preço final pago pelos motoristas.

Outro fator que traz incerteza é o rumo do conflito. O mercado ainda não sabe se a guerra vai continuar, se pode atingir outros países da região ou até provocar o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio.

Mesmo que isso aconteça, especialistas dizem que existem rotas alternativas para o transporte de petróleo, usadas por países como Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos.

O Brasil, inclusive, pode ganhar espaço nesse cenário. Hoje o país produz cerca de 3,8 milhões de barris de petróleo por dia e exporta aproximadamente 1,7 milhão de barris, o que coloca o país entre os nove maiores produtores e exportadores do mundo.

Para o presidente do IBP, se a tensão no Oriente Médio continuar, países que dependem muito daquela região — como Japão, China, Índia e Coreia do Sul — podem procurar novos fornecedores, abrindo mais espaço para o petróleo brasileiro no mercado internacional.

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