Skip to content

Brasil & Mundo

PF indicia Bolsonaro, vereador e ex-candidato a prefeito do Rio

Redação | Publicado em:

Foto: Antonio Augusto/STF



A Polícia Federal (PF) finalizou o inquérito que apurava um suposto esquema de espionagem ilegal montado na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro (PL). O relatório final, entregue recentemente, solicita o indiciamento do ex-presidente; de seu filho – o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos), do ex-diretor da Abin e ex-candidato a prefeito do Rio, Alexandre Ramagem (PL-RJ), e de outros integrantes da agência, incluindo membros da atual gestão, por obstrução de justiça.

Ao todo, 35 pessoas foram indiciadas. Para os investigadores, Ramagem foi o responsável por estruturar o esquema de espionagem contra pessoas consideradas adversárias do governo Bolsonaro, enquanto Carlos Bolsonaro comandava o chamado “gabinete do ódio”, que utilizava informações obtidas ilegalmente para atacar publicamente os alvos nas redes sociais. O ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo a PF, sabia das operações e se beneficiava das ações.



A atual direção da Abin também foi implicada, acusada de tentar impedir as investigações em andamento durante o governo Lula (PT). O atual diretor da agência, Luiz Fernando Corrêa, que é delegado da Polícia Federal, está entre os investigados por obstrução.

De acordo com a apuração, servidores da Abin, policiais e funcionários teriam formado uma organização criminosa para monitorar autoridades públicas e outras pessoas, com invasão de celulares e computadores. Os equipamentos usados foram adquiridos durante os governos Bolsonaro e Michel Temer (MDB).

Entre os alvos da espionagem estavam integrantes dos Três Poderes, jornalistas e figuras públicas importantes, como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL), o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia e o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Reações e desdobramentos

Carlos Bolsonaro afirmou que seu indiciamento tem motivação política e negou as acusações. A Abin informou que não irá se manifestar sobre o assunto. A defesa de Jair Bolsonaro e o gabinete de Alexandre Ramagem não se pronunciaram.

A Polícia Federal avalia que o caso evidencia a necessidade de uma reforma profunda na Abin, apontando que a agência vem operando de maneira indiscriminada, sem controle efetivo ou respaldo legal adequado. Segundo informações, a combinação do esquema ilegal no governo anterior e a obstrução na atual gestão reforçam a urgência de mudanças na estrutura e na supervisão da agência.


Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

São Gonçalo prorroga atendimento de carreta de tomografia até sábado (31)
São Gonçalo

São Gonçalo prorroga atendimento de carreta de tomografia até sábado (31)

Entregadores de apps ganham pontos de apoio obrigatórios no Rio; saiba onde
Rio

Entregadores de apps terão pontos de apoio obrigatórios no Rio

Celso Freitas saí do SBT e anuncia aposentadoria da televisão
Entretenimento

Celso Freitas anuncia fim de carreira na TV após 56 anos

Detran-RJ dá fim à greve e retorna funcionamento dos postos de atendimento
Rio

Detran-RJ volta a funcionar após greve e libera motoristas de multa por atraso