Skip to content

Política

TSE estuda suspender canais políticos do WhatsApp antes da eleição

Redação | Publicado em:

TSE estuda suspender canais políticos do WhatsApp antes da eleição
Regra em análise prevê restrição temporária para canais com mais de 200 mil seguidores durante o segundo turno - Foto: Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia suspender temporariamente canais políticos do WhatsApp com mais de 200 mil seguidores durante o período mais próximo da votação. A proposta prevê que as páginas fiquem fora do ar nas 48 horas anteriores e nas 24 horas posteriores ao segundo turno, marcado para domingo (25). Se aprovada pelos ministros, a regra poderá entrar em vigor imediatamente.

A minuta foi elaborada pelo vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, e começou a circular entre os integrantes da Corte após discussões internas realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O documento foi obtido pela Agência Brasil.

Em nota, o gabinete de Mendonça esclareceu que a autoria do texto não representa uma iniciativa individual do magistrado. Segundo a assessoria, cabe tradicionalmente ao vice-presidente da Corte elaborar as propostas de normas eleitorais.

O gabinete afirmou ainda que a discussão busca proteger a integridade das eleições em um período no qual haveria pouco tempo para contestar ou corrigir publicações ilegais. A nota acrescentou que os critérios em análise são objetivos e impessoais, aplicáveis a canais de grande alcance independentemente do candidato, partido ou posicionamento político.

Canais de Lula e Flávio podem ser afetados

Entre os canais que poderão ser atingidos pela eventual medida estão o Exército do Lula, que chegou a 7 milhões de inscritos nesta quarta-feira (21), e o Tropa do Flávio, que reúne 2 milhões de seguidores no aplicativo de mensagens.

A proposta estabelece que canais de transmissão com conteúdo político-eleitoral e audiência superior a 200 mil pessoas estejam sujeitos a restrições semelhantes às aplicadas atualmente à propaganda eleitoral impulsionada, cujo alcance é ampliado por meio de pagamentos às plataformas digitais.

O texto da minuta argumenta que canais com grandes audiências podem disseminar conteúdos ilícitos em escala desproporcional. Também aponta que o intervalo entre as 48 horas anteriores e as 24 horas posteriores à votação representa um período de maior risco para a formação da vontade dos eleitores, diante da dificuldade de oferecer respostas, esclarecimentos ou decisões judiciais em tempo hábil.

Disputa judicial marcou caso do Exército do Lula

A discussão ocorre após uma sequência de decisões judiciais envolvendo o canal Exército do Lula. Na semana passada, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, determinou a retirada da página do ar após um pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que apontou a suposta divulgação de desinformação.

A decisão foi revertida pelo corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Na ocasião, ele afirmou que não havia elementos suficientes para justificar a suspensão e questionou a atuação administrativa de Nunes Marques, uma vez que o caso já era analisado judicialmente em um processo sob sua relatoria.

Posteriormente, Nunes Marques voltou a determinar a suspensão. O ministro alegou que, apesar de ser administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), apoiador de Lula, o canal teria ligação com a campanha oficial e, por isso, precisaria estar registrado no TSE.

A página acabou sendo liberada depois que a campanha oficial realizou o registro exigido. A nova minuta busca estabelecer critérios gerais para canais políticos de grande alcance durante o período eleitoral, mas ainda depende da aprovação do plenário do tribunal.

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Esportes

Eliminado, Vasco tenta fugir do quinto rebaixamento no Brasileirão

Segurança Pública

PF realiza operação por suspeita de esquema de fraude em concurso da UFRJ

Segurança Pública

Mortes em clínica de estética: diretora e responsável técnica são levadas à polícia

Segurança Pública

Perseguição, tiroteio e morte durante operação contra envolvidos no ataque a arqueóloga no Rio