Cidades

Alunos suspensos por 'desfile' com armas falsas em SG

Vídeo foi feito no dia 3 de outubro. Via WhatsApp Plantão Enfoco

A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro determinou nesta sexta-feira (4) a suspensão dos estudantes envolvidos em um desfile com armamento de brinquedo no Colégio Estadual Trasilbo Figueiras, no Jardim Catarina, em São Gonçalo.

Segundo a secretaria, os estudantes serão avaliados por uma equipe multidisciplinar e podem ser transferidos para outra unidade de ensino. A secretaria afirmou que reportou a situação à Polícia Civil.

O episódio foi capturado em vídeo, amplamente divulgado nas redes sociais. Na filmagem, estudantes uniformizados aparecem rodeando quatro adolescentes que podem armamento - segundo informação preliminar, as armas são réplicas de fuzis e pistolas.

O vídeo foi produzido durante uma Feira de Artes que ocorria no colégio ontem (3). Em uma das publicações sobre o vídeo, uma professora de História da unidade se pronunciou. A docente procurou esclarecer a situação.

"Foi realizada a Feira de Artes que ocorre anualmente na escola. O tema foi: cinema. Uma atividade pedagógica realizada pelos professores e direção, que envolve toda escola, por isso os alunos estavam caracterizados. Todas as atividades realizadas são de cunho pedagógico, ainda que seja sob as múltiplas dificuldades ocasionadas pelo caos social, político, educacional o qual vivemos", explicou.

Ainda de acordo com a professora, o vídeo foi gravado por um grupo isolado de alunos e, no momento do ocorrido, imediatamente a direção encerrou todas as atividades e os alunos foram advertidos.

"Alunos que, equivocadamente, reproduziram tantas cenas já vistas em bailes pelo Estado, o qual a escola primando pela educação cidadã, combate: toda forma de apologia a ilegalidade, violência. Em nenhum momento os funcionários, direção e professores apoiam o que ocorreu", acrescentou.

Ainda de acordo com a Secretaria Estadual, outros órgãos foram acionados sobre o episódio. "A direção do colégio pôs em prática o protocolo da Secretaria de Estado de Educação: comunicou as famílias, o Conselho Tutelar e uma equipe multidisciplinar do Programa Cuidar composta por psicólogos e assistentes sociais".

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