Skip to content
Reprodução



Uma garrafa plástica de 2 litros de Coca-Cola produzida há 25 anos foi encontrada por pescadores de São Gonçalo, na Baía de Guanabara, na altura da Ilha do Pontal. O material é de um lote comemorativo da Copa do Mundo de 1998, cujo rótulo trazia caricaturas dos jogadores que atuaram na época. 

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma garrafa como a achada pelos pescadores gonçalenses demora 450 anos para se decompor no ambiente. Tampinhas têm um “tempo de vida” menor, de 150 anos; latinhas de alumínio custam de 200 a 500 anos a sumir, e o vidro resiste a gerações e gerações: 1 milhão de anos até a decomposição completa.

Pesquisa da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostra que o plástico é responsável por 70% dos resíduos encontrados nos mares brasileiros. Segundo o estudo, o isopor é o segundo resíduo mais presente, com participação de 10%. 

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), uma pesquisa realizada pela entidade mostrou que o Rio joga fora mais de R$ 2 bilhões em resíduos que poderiam ser reciclados. Em 2021 mais de 2 milhões de toneladas de resíduos sólidos pós-consumo com potencial de reciclagem foram enviados para aterros no estado.

Tiago Souza

Tiago Souza

Atuante no jornalismo desde 2014, acumulando experiências em diferentes meios de comunicação, como TV, rádio e portais de notícias. Possui facilidade para escrever em diferentes editorias, com destaque para pautas policiais e factuais no hard news