Luto
Bandidos assaltam até caminhoneiro morto em Niterói
Viúva denuncia que criminosos estão usando cartões

Após o grave acidente que tirou a vida do caminhoneiro Carlos Lidenberg Alves de Lima, de 41 anos, na BR-101, altura da Avenida do Contorno, no Barreto, em Niterói, na noite desta terça-feira (18), pertences da vítima, como: celular, documentos e cartões — teriam sido furtados. A denúncia é da viúva Letícia Santana da Cruz de Lima.
Além da dor da perda, a família enfrenta o drama de tentar recuperar os itens roubados. No local do tombamento do caminhão, só havia a carteira dele vazia e uma bíblia.
Roubaram a carteira dele, já estão usando os cartões de débito e crédito. O celular dele também foi levado, por isso eu ainda não consegui fazer contato nem com a empresa

Carlos saiu de casa para mais um dia de trabalho, mas nunca mais voltou. O acidente fatal interrompeu sua trajetória e deixou parentes devastados. Parte da família esteve na manhã desta quarta (19) no Posto Regional de Polícia Técnico Científica (PRPTC) do Barreto. A viúva Letícia se despediu do companheiro de 15 anos com um desabafo emocionante.
“Ele saiu de casa para trabalhar e falou: ‘Filha, eu só volto amanhã de noite’. Me deu um beijo e disse: 'fica com Deus' e não voltou”, contou Letícia, ainda tentando processar a perda do marido.

Carlos trabalhava há cerca de cinco anos no ramo de frete, dirigindo caminhão. Antes disso, passou duas décadas como taxista e havia sido aprovado a cerca de dois meses para pilotar Jet-ski.
Na noite do acidente, ele havia carregado o caminhão em Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e seguiria para um frete. A carga era de pisos. Com Carlos estava o ajudante, que trabalhava ao seu lado há anos. O sobrevivente foi encaminhado com ferimentos leves ao Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, em Niterói.
A notícia da tragédia chegou de forma inesperada.
“A irmã dele [de Carlos] que me avisou. Eu não sei quem avisou ela. Ela foi lá em casa me contar”, relembrou a viúva Letícia, que mora em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.
Carlos deixa duas filhas, sendo uma de 9 e outra de 21 anos, e uma neta de 2 anos. Ainda não há informações da data e local do sepultamento.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caso foi registrado na 78ª DP (Fonseca). Procurada, a Polícia Civil ainda não confirmou se investiga o furto dos pertences da vítima. O caminhão, que ficou completamente destruído, foi levado para a base da PRF, em Itaúna, São Gonçalo.


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