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Segurança Pública

Clubes de Niterói esclarecem que não têm parceria com acusado de golpe

Gabriel Villa Nova | Publicado em:

Reprodução/Polícia Civil



Atuando como ‘olheiro’, Jefferson Barbeto foi preso enquanto acompanhava um treino no Fluminense Atlético Clube (Fluminensinho), na Rua Xavier de Brito, no Centro de Niterói, na tarde desta quinta-feira (19). Apesar de ele estar no local no momento da prisão, o clube nega que o homem tenha vínculo profissional com a escolinha.





Segundo as investigações, Jefferson é acusado de ser falso agente e ‘vender’ sonhos para adolescentes com promessas de se tornarem jogadores profissionais.

Apesar da situação, Daniele contou que a prisão foi efetuada de forma tranquila e sem constrangimento para quem estava no local.

“Os policiais vieram descaracterizados e foram direto nele. Mas não algemaram, nem nada. Somente conduziram para o carro e levaram para delegacia. Por ele não ser funcionário daqui, não temos muito sobre o que falar do caso”, declarou.



Uma das vítimas, um menino de 17 anos do estado de São Paulo, teve um prejuízo de R$ 30 mil após receber a promessa de que teria conseguido uma vaga em um clube do Rio Grande do Sul. O caso aconteceu em 2023. 

Ao chegarem ao clube, o jovem e o pai descobriram que o nome do intermediário não era conhecido e que o time não cobrava valores para aceitar atletas na base, para frustação dele e da família. Ainda não há informações se houve outras vítimas do golpe.

Em suas redes sociais, Jefferson se descreve como Assessor Esportivo Especializado e diz que realiza Intercâmbio Internacional para atletas realizarem peneiras. Nas publicações, ele mostra o dia a dia dos treinos e até testes em clubes grandes. 

Ainda nas postagens, o agente fala que tem diversas parcerias com tradicionais clubes de Niterói, como o Canto do Rio. No entanto, assim como no Fluminensinho, o ENFOCO foi até o Canto do Rio nesta quinta e conversou com os responsáveis do clube, que negaram a parceria.



Responsável pelo futebol do Canto do Rio, Rafael Soriano disse que já ouviu falar do acusado, mas reforçou que ele nunca trabalhou no clube.

“Ele chegou a vir aqui algumas vezes ver alguns treinos. Ele dizia ser olheiro. Mas o que ele fazia era apenas vender sonhos e iludir jovens que sonham em ser jogador de futebol”, contou Soriano.

Em seu perfil em uma rede social, o Niterói FC também negou qualquer vínculo com o acusado. 

“Esclarecemos que Jefferson nunca teve qualquer vínculo formal ou institucional com o Niterói FC. Sua atuação se deu de maneira independente, e, embora tenha divulgado avaliações e projetos do clube, sempre o fez por iniciativa própria e com objetivos exclusivamente pessoais. Reafirmamos nosso compromisso com a transparência, a seriedade e a ética no desenvolvimento do futebol de base. O Niterói FC trabalha de forma honesta e responsável, prezando pela formação e integridade de jovens atletas. Lamentamos profundamente que ainda existam pessoas que utilizam o esporte para fins escusos e reforçamos nossa posição intransigente contra qualquer prática que comprometa os valores do futebol”, diz a nota. 

Jefferson foi capturado por agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e foi levado para a especializada. Contra o acusado, havia um mandado de prisão pelo crime de estelionato. Em seguida, ele será encaminhado para o sistema prisional, onde permanecerá a disposição da Justiça. A investigação não descarta que novas vítimas possam surgir. 

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