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    Suspeito de matar barbeiro segue foragido e família exige justiça

    Crime aconteceu em agosto deste ano em Niterói

    Publicado 28/12/2023 às 11:23 | Autor: Ana Carolina Moraes
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    O rapaz tinha 24 anos quando foi morto
    O rapaz tinha 24 anos quando foi morto |  Foto: Reprodução

    "É um sentimento de impotência, podemos dizer assim. Saber que esse canalha passou um Natal muito bom e a gente passou um Natal olhando para as paredes e achando que ele ia entrar pela porta".

    Esse é o relato de José Luiz Pereira da Silva, padrasto do barbeiro Salatiel Paulo Class, de 24 anos, que foi morto em agosto deste ano, por um vizinho, no Morro do Pé Pequeno, em Santa Rosa, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

    Contra o acusado Anselmo Trindade da Costa, há um mandado de prisão em aberto, mas ele ainda não foi preso, sendo considerado foragido pela polícia. A Polícia Civil, questionada, ainda não deu atualizações sobre o caso.

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    O mandado foi expedido em outubro deste ano pela 3ª Vara Criminal de Niterói. Desde então, agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) realizam diligências para localizar o suspeito.

    Aflição

    Por causa disso, a aflição da família de Salatiel só cresce, já que eles esperam ansiosos para que a justiça seja feita.

    "É um sentimento que você se vê perdido, nem consigo encontrar um adjetivo para isso. Fico perdido, fico procurando. Dá fraqueza, da justiça não ser feita. Embora a polícia tenha trabalhado muito bem, eles foram profissionais, mas a justiça é manca. Hoje, a polícia está engessada para trabalhar, tudo é contra eles. O sentimento da família não sei se é de raiva, de falta de esperança, sinceramente não sei. É uma família destrocada como muitas estão também", contou ele.

    Morte de cadela

    A cadela de Salatiel morreu cerca de 40 dias após o assassinato dele. O padrasto acredita que a saudade do tutor influenciou na partida do animal.

    "Pra você ver como uma família sente, como pode ficar destroçada também. Até a cadela dele morreu 40 dias após a morte dele. Ela partiu junto, por falta, por saudade. Ela tinha 26 kg e morreu com 11kg. Ela ia fazer seis anos em 2024, mas não resistiu. Você se sente vulnerável, é difícil achar um termo adequado que possa expressar sua raiva e frustação, eu não sei definir. Sentimento de impotência", afirmou.

    As festas de fim de ano têm sido difíceis para a família. Salatiel completaria 25 anos em janeiro.

    "Depois do Natal, ainda tem o dia 31 de dezembro e para piorar tem o dia 8 de janeiro, que ele completaria 25 anos de idade. Você vê esse homem tirar a vida de um rapaz de 24 anos por implicância. É uma pessoa ruim mesmo, não tem alma", ressaltou o parente da vítima.

    O caso

    Salatiel foi morto na porta de sua casa, no dia 26 de agosto, em Santa Rosa, Niterói. Ele teria discutido com Anselmo um dia antes e, no dia seguinte, o suspeito foi até a casa do jovem e atirou nele.

    O barbeiro ainda tentou correr para dentro de casa, mas foi atingido por dois tiros e acabou não resistindo aos ferimentos. O acusado está foragido desde o dia do crime.

    Ainda não se sabe exatamente qual foi o estopim para a confusão, mas familiares de Salatiel afirmaram que o alto fluxo de clientes na barbearia incomodava Anselmo.

    Outros moradores da vizinhança relataram também que houve uma confusão entre o atirador e o Salatiel, quando o vizinho teria reclamado de um carro estacionado em frente à garagem da casa do barbeiro. O vizinho teria exigido que o veículo fosse retirado do local, pois ele queria estacionar o carro dele naquele espaço.

    Ainda segundo relatos de alguns moradores, o suspeito tem temperamento agressivo e parece apresentar transtornos mentais. 

    A Polícia Militar informou que "agentes do 12° BPM (Niterói) foram acionados para uma ocorrência de homicídio no Morro do Pé Pequeno, em Santa Rosa. Chegando ao local, encontraram Salatiel já sem vida atingida por disparos de arma de fogo. Em seguida, a área foi isolada e o local preservado para o trabalho da perícia da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DGNSG)".

    A Polícia Civil ainda não deu atualizações sobre o caso.

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