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Segurança Pública

Taxista usava seu ‘amarelinho’ para transportar e vender armas

Redação | Publicado em:

Reprodução

 





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A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (11), um taxista conhecido pelo apelido de Bruno Buika. Ele é acusado de usar o veículo de praça para traficar armas. Nas redes sociais, ele zombava da polícia e se enaltecia por passar despercebido. 

“Vai pegar como, filho?! Esquece. Vai pegar nunca”, postou Buika, em sua página, durante uma corrida no Aeroporto Santos Dumont.

 





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A polícia afirma que as investigações contra Buika duraram cerca de dois meses. Nesta sexta, ele foi localizado em seu endereço em Bangu, na Zona Oeste do Rio. O suspeito já tinha anotações por crime de estelionato. 

Durante as investigações, a polícia conseguiu identificar que o taxista não tinha preocupação em transportar os armamentos em seu carro de trabalho. Ele, segundo as investigações, trabalhava diretamente com traficantes do Jacarezinho, comunidade atualmente ocupada pelo Programa Cidade Integrada.

Os investigadores analisaram vários materiais e gravações. Uma gravação obtida pela polícia mostra o taxista negociando a venda de munições. Os agentes identificaram que ele vendia dois fuzis por semana. 

“Só tem 20 caixinhas. Copacabana, aqui é de verdade. Não tem história”, diz um trecho do áudio. 

Para o delegado Victor Tutmann, titular da delegacia da Praça Seca (28ª DP), que conduziu as investigações, o perfil exibicionista do taxista foi o fator principal para que a polícia identificasse sua ligação com o tráfico de drogas. 

“Conseguimos descobrir que ele trazia armas vindas do Paraguai para revendê-las no estado do Rio de Janeiro abastecendo diversas facções criminosas. Ele tem um perfil exibicionista. Ele se vangloriava da qualidade do equipamento que comercializava, inclusive diminuindo os concorrentes”, afirma Tutmann. 

 





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