O Governo do Estado do Rio exonerou, nesta quarta-feira (22), 30 ocupantes de cargos comissionados no Instituto Rio Metrópole (IRM). Além do desligamento dos servidores, o Estado nomeou substitutos para duas vagas deixadas por ex-diretores presos e promoveu a troca de outros dois integrantes da diretoria da autarquia.
As alterações na estrutura do órgão ocorrem após a operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) no último dia 9. A investigação apura indícios de um esquema de desvio de verbas públicas que ultrapassa R$ 80 milhões na instituição.
Suspensão de pagamentos e auditoria em contratos
No mesmo pacote de medidas, o Poder Executivo fluminense determinou a suspensão temporária dos pagamentos referentes a contratos em andamento no instituto. Os repasses ficarão paralisados até a conclusão de uma auditoria interna realizada por um grupo de trabalho conjunto, composto por representantes do IRM e da Controladoria-Geral do Estado (CGE). A comissão terá o prazo de 30 dias para analisar os instrumentos contratuais e apresentar o relatório final das avaliações.
Instituto Rio Metrópole
O Instituto Rio Metrópole é uma autarquia do governo estadual responsável por formular e articular projetos estratégicos em áreas como mobilidade urbana, saneamento básico, meio ambiente, tecnologia e habitação para a Região Metropolitana do Rio.
A reestruturação administrativa é conduzida desde que o secretário de Estado de Governo e chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Roberto Lisandro Leão, assumiu a presidência interina do IRM.