Seis ônibus do transporte público foram retirados de circulação em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, após uma fiscalização identificar problemas que poderiam comprometer a segurança de passageiros. Os veículos apresentavam falhas mecânicas, itens obrigatórios sem funcionamento e equipamentos de acessibilidade inoperantes.
A operação foi realizada nesta sexta-feira (13) pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e pelo Procon-RJ, com apoio do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ) e do 33º BPM. A ação ocorreu em veículos da empresa Viação Senhor do Bonfim.
Durante a vistoria, os agentes encontraram irregularidades como pneu com parte da banda de rodagem se desprendendo, bancos danificados e luz de ré sem funcionamento. Também foi identificado cinto de segurança destinado a passageiro com deficiência travado, impedindo o uso.
Em dois dos ônibus fiscalizados, os elevadores de acessibilidade estavam inoperantes, o que impossibilitava o embarque e desembarque de passageiros com deficiência.
Segundo os autos de infração, o estado de conservação dos veículos foi considerado inadequado, o que pode comprometer a segurança dos usuários do transporte coletivo.
Diante das irregularidades, os seis ônibus foram interditados de forma cautelar e encaminhados para a garagem da empresa, onde permanecerão até que os problemas sejam corrigidos e a regularização seja comprovada junto ao Procon-RJ.

De acordo com os órgãos envolvidos na operação, os veículos só poderão voltar a circular após a apresentação de documentos que comprovem a correção de todas as falhas identificadas durante a fiscalização.
O secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, afirmou que ações desse tipo têm como objetivo assegurar condições adequadas no transporte público.
“O transporte público é um serviço essencial e precisa ser prestado com segurança e qualidade. Não podemos admitir veículos circulando em condições que coloquem em risco a integridade dos passageiros ou que desrespeitem o direito de acessibilidade”, disse.