Apesar da greve dos rodoviários que afeta o transporte público na capital fluminense nesta segunda-feira (29), quem precisou se deslocar de Niterói para o Rio de Janeiro encontrou um cenário de relativa normalidade em alguns pontos da Região Metropolitana. Vale lembrar, que a paralisação é feita apenas por motoristas de linhas municipais na capital.
Nas estações das barcas e nos terminais de integração de Niterói, o movimento estava dentro da normalidade até às 8h30.
A professora Vanusia Santos foi uma das pessoas surpreendidas pela paralisação. Ela contou que não sabia da greve e acabou sendo pega de surpresa ao sair de casa nesta manhã. Ela havia planejado aproveitar o dia para passear no Rio de Janeiro.

Segundo Vanusia, a paralisação impacta diretamente a população que depende do transporte público para trabalhar, estudar ou cumprir compromissos pessoais.
“Eu não estava sabendo da greve. Fui pega de surpresa. Hoje eu vim passear com uma amiga, mas imagino a situação de quem precisa trabalhar. Isso impacta toda a população. Se eu soubesse antes, teria me programado melhor”, relatou.
Mesmo diante da mobilização dos rodoviários, muitos passageiros conseguiram reorganizar os trajetos utilizando outros meios de transporte, evitando maiores prejuízos ao deslocamento entre Niterói e a capital.
“Eu vou de ônibus para Niterói e pegar a barca para a Praça XV, lá no Rio vou ver como está a situação, dependendo do caso irei pegar o metrô para chegar no trabalho”, disse o auxiliar de escritório Diego Palmeira.
O Tribunal Regional do Trabalho determinou a circulação de 50% da frota. Somente nas primeiras horas da greve 40 ônibus foram vandalizados. No momento, 860 ônibus já estão rodando pela capital, de acordo com o Rio Ônibus.
A categoria aguarda para esta terça-feira (30) uma audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho, que pode abrir caminho para um acordo e o encerramento da paralisação