Skip to content

Niterói

Bicicletada em Niterói homenageia artista de circo morta

Redação | Publicado em:

Reprodução

 

 

Ciclistas e artistas de todo Brasil ocuparão as ruas nesta sexta-feira (12) em solidariedade à Julieta Hernández, palhaça, migrante e cicloviajante, vítima de feminicídio no Amazonas. Em Niterói, eles vão se concentrar às 17h30 na Praça Araribóia e farão uma pedalada coletiva.

Para o coordenador do Programa Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, para a cidade que está na vanguarda regional em relação a mobilidade ciclo ativa, é fundamental fazer parte desta mobilização nacional.

Leia+: Artista de circo aparece morta, e suspeita é feminicídio

“O assassinato de mais uma mulher ciclista que viajava pelo Brasil choca e revolta. Julieta Hernández era artista e levava na bagagem o sonho de liberdade que compartilhamos ao andar de bicicleta. Niterói vai se somar à mobilização nacional para recordar de sua vida e transformar sua partida em um basta para a violência”,  argumenta Filipe Simões.

Julieta pedalava pelo Brasil há oito anos e fazia parte do grupo Pé Vermei, formado por artistas e cicloviajantes. O último trajeto partiu do Rio de Janeiro e seguia para a Venezuela, onde pretendia reencontrar a família para passar o fim de ano.

Depois dela chegar em Presidente Figueiredo (AM), em 23 de dezembro, deixou de se comunicar com os colegas. No local, ela foi roubada por um casal, que a estuprou, matou e a enterrou. Julieta estava na pousada que o casal era proprietário, sendo enterrada em uma cova rasa no terreno. Os autores confessaram o crime para a polícia e foram presos em flagrante.

Sobre Julieta Hernández 

Tinha 38 anos, era venezuelana, palhaça, cicloviajante e bonequeira. Em sua terra natal, formou-se em veterinária, fez estudos na área do teatro e veio ao Brasil para estudar Teatro do Oprimido.

Aqui, seguiu firme em suas pesquisas e experimentações artísticas, vivenciando cada vez mais a palhaçaria. Vivia no Brasil desde 2015 e em 2019 começou a viajar de bicicleta, se apresentando como palhaça ‘Miss Jujuba’ por cidades de mais de 9 estados brasileiros, do norte e nordeste.

Nestas andanças, com seu Cuatro Venezuelano e muitos sonhos na bagagem, esteve em diversas pequenas comunidades pelos interiores do Brasil, participou de encontros e festivais autogestionados e compartilhava seus saberes de maneira voluntária por onde passava.

Mesmo em projeto solo, participou de iniciativas coletivas como a Red de Payasas Venezolanas e os Palhaços Sem Fronteiras, no Brasil. Foi, e sempre será, considerada uma das maiores referências de artista nômade e migrante da América Latina.

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Detran-RJ dá fim à greve e retorna funcionamento dos postos de atendimento
Rio

Detran-RJ volta a funcionar após greve e libera motoristas de multa por atraso

Zagueiro do Vasco, Robert Renan sofre acidente de carro no Rio
Esportes

Robert Renan, do Vasco, sofre acidente de carro no Rio

TSE nega acusação de Flávio Bolsonaro sobre expulsão de fiscais do PL
Brasil & Mundo

TSE diz que é falsa a acusação de Flávio Bolsonaro sobre expulsão de fiscais do PL de sala-cofre

Segurança Pública

Operação contra o tráfico acaba com dois presos em Niterói