Alunos e treinadores da assessoria esportiva de natação BFswim, que atua nas praias de Boa Viagem, Itaipu e Camboinhas, em Niterói, relataram terem sido vítimas da nova modalidade de roubo que tem ocorrido, com a mesma abordagem, nas praias do Recreio, Flamengo e Leme, no Rio de Janeiro.
A abordagem, em questão, tem como alvo assessorias esportivas que atuam nas praias, com aulas de natação e voleibol. Segundo a BFswim, que oferece aulas de natação em mar aberto, a situação aconteceu no sábado (24), na Praia de Camboinhas, situada na Região Oceânica de Niterói. O crime aconteceu entre 7h e 7h30. Foram levados celulares e dinheiro.
Conforme o treinador Bruno Ribeiro, “um homem negro, de óculos e sotaque meio angolano”, se apresentou como Matheus e relatou que havia entrado em contato com o outro treinador da assessoria e sócio de Bruno, chamado Flávio.
“Ele chegou falando com o Flávio, que é o meu sócio, em meu nome, que ele tinha marcado comigo uma aula. Só que eu nunca tinha visto o cara na minha vida, nunca tinha feito contato, nada”, revela o treinador.
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Ainda conforme Bruno, para o treinador Flávio, o homem apresentou a narrativa inversa, informando que já havia entrado em contato com o treinador Bruno e agendado a aula, se passando por um falso aluno. Deste modo, os dois não desconfiaram pois acreditaram na informação passada pelo possível suspeito.
O homem, então, se apresentou aos demais alunos, eram cerca de 50 pessoas presentes, e foi participar da aula.
“Antes de começar o treino, a gente dividiu a turma em grupos. Eu fico com um grupo, Flávio fica com outro. O grupo que estava comigo foi nadando, eu acompanhei um pouquinho na areia e ele entrou aqui (água). Em cinco minutos depois, quando eu já estava voltando. fui falar com o Flávio e ele falou: ‘Óh, aquele rapaz sentiu dor no ombro e saiu’. Aí eu olhei para a tenda, ele já tinha ido embora”, explicou.
Bolsas reviradas
Segundo o treinador, cerca de 15 minutos depois, os alunos perceberam as bolsas e mochilas abertas e reviradas.
“Uma aluna saiu e viu que tinha um monte de bolsa revirada. Aí ela começou a chamar as pessoas, elas saíram e foram dando falta dos celulares”, denuncia.
‘Agiu com muita calma’
Entre os pertences furtados, quatro aparelhos telefônicos e uma quantia em dinheiro foram levados. Uma das alunas, inclusive, realizou o serviço de rastreamento do celular e localizou o aparelho na Rua Uruguaiana, situada na região central do Rio de Janeiro.
O aluno Leandro Oliveira, de 46 anos, também teve o celular furtado e contou que o suspeito agiu com muita calma:
Os representantes da BFswim afirmaram que entraram em contato com outras assessorias de praias do Rio de Janeiro, que relataram roubos com a mesma abordagem e semelhança de suspeito.
O que diz a polícia
Em resposta ao ENFOCO, a Polícia Civil afirmou os casos foram registrados na 81ª DP (Itaipu). A investigação está em andamento para identificar e localizar o autor do crime.
“As vítimas serão chamadas para serem ouvidas e apresentarem mais informações sobre os fatos. A unidade policial também solicita que outras possíveis vítimas registrem ocorrência na delegacia de forma presencial ou pela internet”, enfatiza a nota.
Em relação ao policiamento na região, a Polícia Militar afirmou que o 12º BPM (Niterói) assim como os demais batalhões da Corporação seguem empregando seus efetivos de maneira ostensiva e dinâmica em todas as regiões do estado.
Isso visando coibir quaisquer tipos de roubos e furtos, sejam contra os patrimônios público ou privado e movimentações criminosas relacionadas, inclusive na Região Oceânica.
“Segundo dados do Instituto de Segurança Pública houve redução de 2.1% no total de roubos no estado comparando janeiro de 2023 com o mesmo mês de 2024. Os comandos das unidades também trabalham junto às delegacias no intuito de identificar os envolvidos em tais ações”, informa a nota.
A Polícia Militar ressalta ainda a importância da colaboração da população realizando denúncias, através do telefone do Disque-Denúncia: (21) 2253-1177, da Central 190 ou do Aplicativo 190. Os registros em delegacias da Polícia Civil também são essenciais para que procedimentos investigativos sejam iniciados.