O Projeto Botinho teve início nesta quarta-feira (21) em 29 praias do litoral do estado do Rio de Janeiro, reunindo crianças e adolescentes para atividades educativas e recreativas. Reconhecido como a maior colônia de férias gratuita da América Latina, o programa, promovido pelo Corpo de Bombeiros em parceria com o SESC-RJ, atende milhares de famílias todos os anos.
No entanto, o que deveria ser um momento de lazer e aprendizado acabou se transformando em frustração para alguns participantes logo no primeiro dia.
Niterói
Na Praia de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, a empresária Bianca Marinho relatou constrangimento ao descobrir que a filha não pode participar das atividades, mesmo após ter realizado a inscrição online dentro do prazo.
“Fiz a inscrição no dia certinho. A inscrição começou às 9h e, às 9h08, eu já tinha conseguido. Tirei o print que eu sempre tiro. Seria o quarto ano da minha filha no projeto. Ela ama participar e hoje chegou aqui e não pôde. O nome dela não estava na lista”, contou.
Situação semelhante aconteceu com corretora de imóveis Luciene Neves, que também levou a filha para participar do projeto, mas encontrou dificuldades.
“Era bem melhor antigamente quando as inscrições eram feitas presencialmente. Não tinha esses problemas. Agora está tudo online e, apesar de parecer facilitar, acabou deixando várias crianças e adolescentes entristecidos”, afirmou.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, para esse ano foram oferecidas 5 mil vagas, com atividades que seguem até o dia 30 de janeiro, incluindo noções de cidadania, meio ambiente, primeiros socorros e prevenção de acidentes aquáticos.
Procurada, a coorporação ainda não confirmou se houve falhas no processo de inscrição e se pretende abrir novas oportunidades no projeto.
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