Foi enterrado em São Gonçalo, nesta terça-feira (23), o corpo do empresário e maratonista Jair Vieira Junior, conhecido como Juninho, de 53 anos. Ele morreu no último domingo (27), após passar mal depois de participar da 5ª Maratona de Niterói.
A despedida reuniu familiares e amigos no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo.
Juninho passou mal após concluir a prova de 42 quilômetros e chegou a receber a medalha de participação, de acordo com amigos ouvidos pelo ENFOCO. Após a chegada, ele apresentou um mal-estar e caminhou acompanhado de um amigo até o posto médico da maratona. Ele foi atendido pela equipe médica do evento, recebeu os primeiros cuidados e foi encaminhado ao Hospital Municipal Carlos Tortelly, no Centro de Niterói, para dar continuidade ao atendimento.
De acordo com a organização do evento, o quadro do maratonista evoluiu para uma parada cardíaca, e Juninho não resistiu.
Porém, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, ele deu entrada no hospital já em óbito.
“A equipe realizou manobras de reanimação, infelizmente sem sucesso. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), responsável pelos procedimentos necessários para a definição da causa da morte”, informou a secretaria, em nota.
De acordo com amigos e familiares ouvidos pelo ENFOCO, Juninho praticava corrida há anos, já havia participado de mais de 15 maratonas e tinha experiência em provas de longa distância. Ainda segundo os amigos, ele estava bem no momento da corrida.
“Juninho era um corredor muito experiente, com anos de corrida. Ele nunca correu despreparado, respeitava o próprio corpo e tinha plena consciência de quando não estava bem e nunca correu sem acompanhamento”, explicou um amigo ao Enfoco.
Ainda segundo o amigo, Juninho também o ajudava na preparação para as corridas.
“Sempre teve uma equipe e não tinha o hábito de correr sozinho. Neste ano mesmo, ele participou do Desafio do Rio, que consiste em correr 21 km no sábado e 42 km no domingo. No ano passado, ele fez ainda mais: correu 5 km na quinta-feira, 10 km na sexta, 21 km no sábado e 42 km no domingo. O que tenho para dizer é que ele nunca correu ou participou dessas provas para se gabar ou dizer que era algo comum. Muito pelo contrário, ele sempre treinou, se dedicou e respeitou os limites, as etapas e o processo”, afirmou.
Segundo uma amiga de Juninho, o maratonista havia realizado exames cardiológicos cerca de um mês antes da prova.
“Estava tudo bem. Ele tinha exames recentes para a prática da atividade de corrida e, mesmo assim, a fatalidade aconteceu”, escreveu ao Enfoco.
Quem era Juninho?
Juninho é descrito por amigos e familiares como uma pessoa de bom coração e dedicada ao esporte. Ele era proprietário da joalheria familiar Estrela de Ouro, localizada em Alcântara, São Gonçalo.
Ele deixa dois filhos e a esposa.