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Niterói

Ilha da Boa Viagem: visita não precisa mais de agendamento

Redação | Publicado em:

Péricles Cutrim


A Ilha da Boa Viagem, um dos principais patrimônios históricos de Niterói, será aberta à visitação livre do público, a partir deste sábado (11). Não haverá mais a necessidade de agendamento para visitas guiadas. A Ilha estará aberta de terça a domingo, de 10h a 17h.

O equipamento turístico foi restaurado pela Prefeitura de Niterói e havia sido reaberto ao público somente com visitas previamente marcadas, em horários específicos. 

“Decidimos abrir a Ilha para o público em geral, gratuitamente e sem necessidade de agendamento, porque é um dos lugares mais lindos da cidade. Visitantes, turistas e moradores poderão usufruir de um roteiro completo que inclui o Museu de Arte Contemporânea (MAC) e essa orla linda. Vale muito a pena conhecer a Ilha pela beleza natural. Realizamos uma série de investimentos na ilha, desde o meu último governo, como obras de contenção de encostas. Assim como no governo Axel Grael, que investiu na restauração dos monumentos e dos prédios. É um lugar muito bonito que precisa ser visto”, destacou o prefeito Rodrigo Neves, que esteve no local nesta quinta-feira (9).

As intervenções recuperaram as edificações da capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, o fortim e o casarão conhecido como castelo. Parte do patrimônio arquitetônico histórico de Niterói, a Ilha da Boa Viagem é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

História da Ilha 

Localizada na costa da Baía de Guanabara, tombada pelo Iphan em 1938, a história da Ilha da Boa Viagem começa em 1650 com a construção da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem. O local virou centro de peregrinação de marinheiros, que agradeciam pelas viagens bem-sucedidas e pediam benção para os próximos trajetos. A adoração à Nossa Senhora da Boa Viagem motivou a realização de festas religiosas, que culminaram com procissões marítimas nas águas da Baía de Guanabara. A capela foi destruída durante a invasão francesa de 1711 e reconstruída em 1780, em estilo neoclássico.

Além da vocação religiosa, o monumento foi historicamente destinado para fins militares. A visão privilegiada da Baía de Guanabara tornou a ilha parte do antigo sistema defensivo brasileiro.

As intervenções recuperaram as edificações da ilha: a capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, o fortim e o casarão conhecido como castelo. O investimento da Prefeitura foi de R$ 5,5 milhões.

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