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Lucas Alvarenga



A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ) apresentou, no dia 21 de janeiro, ao Ministério Público Federal, um relatório sobre um mapeamento georreferenciado e fotográfico de 80 cascos submersos localizados em áreas rasas e nas proximidades das margens da Baía de Guanabara. A maioria desses cascos está concentrada em torno da Ilha da Conceição, em Niterói, e na região do Gradim, em São Gonçalo.

Com base nesse levantamento, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade (SEAS), desenvolveu um projeto para a remoção dos cascos e outros resíduos de embarcações na Baía.



A iniciativa recebeu a aprovação de um investimento de R$ 25 milhões, oriundos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (FECAM). O projeto, que tem duração prevista de 36 meses, contempla a remoção e destinação final dos resíduos marinhos.



A operação será coordenada pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com o apoio da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro.

As remoções devem começar nos próximos seis meses. Antes disso, serão realizados diagnósticos e mapeamentos adicionais por uma Comissão Técnica de Acompanhamento e Avaliação (CTAA), composta por representantes dos órgãos ambientais estaduais, da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, Ibama, Secretaria de Economia do Mar e as Prefeituras das cidades ao redor da Baía de Guanabara.

A Marinha do Brasil reforçou o compromisso com a segurança da navegação e com a prevenção da poluição hídrica causada por embarcações. Além disso, destaca a importância da cooperação entre as diversas entidades envolvidas na remoção dos cascos soçobrados da Baía de Guanabara, bem como na implementação de ações preventivas e corretivas para evitar que o problema se repita.