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Niterói

Niterói lança projeto audacioso para transformar a Cantareira em polo de desevolvimento científico

Redação | Publicado em: - Atualizado 3 semanas atrás

Prefeito de Ntierói, a secretaria de ciência e tecnologia, e estudantes
Projeto pretende colocar Niterói entre os principais polos de desenvolvimento científico, tecnológico e economico do país. Foto: Evelen Gouvea / Ascom Niterói

A Prefeitura de Niterói oficializou, nesta segunda-feira (30), o ‘Marco Zero’ do Distrito de Inovação da Cantareira, na zona sul da cidade. A iniciativa pretende consolidar o município como um dos principais polos de desenvolvimento científico, tecnológico e econômico do Brasil, promovendo a transição da economia local para setores baseados em alta tecnologia e inovação.

O prefeito Rodrigo Neves destacou que o projeto é um pilar fundamental para o futuro da cidade.

“A proposta é integrar a prefeitura, universidades como a Universidade Federal Fluminense (UFF), o setor privado e o ecossistema de startups para estimular novos negócios, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico. A presença de empresas e instituições fortalece esse ambiente e cria condições para atrair investimentos estratégicos. Nosso objetivo é reunir talentos e empresas âncoras, gerando emprego e renda”, explicou Neves.

Durante a cerimônia, foi formalizado o Conselho Diretor Técnico (CDT), instância que será responsável pela governança científica e articulação entre pesquisa e políticas públicas. O distrito conta com a adesão de gigantes como IBM, NVIDIA e Petrobras/CENPES, além de instituições renomadas como Finep, Faperj, Firjan, UFF, PUC-Rio, Fiocruz e o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

Onde será o distrito?

Sediado no histórico prédio da Cantareira, no bairro de São Domingos, o distrito focará em áreas de fronteira, como inteligência artificial e computação quântica. O projeto prevê a instalação de um data center de alto desempenho (HPC) e o desenvolvimento do Hub de Computação Quântica da Cantareira, que terá acesso remoto à rede mundial de computação quântica da IBM.

Impacto social e na educação de Niterói

A secretária municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia, Juliana Benício, reforçou o impacto social e educacional da medida.

“O Marco Zero representa o início da construção de um ambiente estruturado para ciência e tecnologia em Niterói. Estamos conectando o município a redes de pesquisa avançadas e criando condições para o desenvolvimento de soluções contemporâneas, investindo na formação de talentos”, afirmou.

Além do viés tecnológico, o espaço abrigará uma galeria de arte e tecnologia e áreas de convivência para integrar pesquisadores, estudantes e empreendedores. O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, que integra o CDT, classificou o projeto como uma referência nacional. “É uma iniciativa estratégica que reúne tecnologias de ponta. Contribuir com esse ecossistema é uma oportunidade de fortalecer a competitividade da indústria e atrair empreendedores de base tecnológica”, concluiu.

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