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Região dos Lagos

Adolescente pode ficar paraplégico após realizar salto em praia da Região dos Lagos

Redação |

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A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e recebeu os primeiros atendimentos ainda na praia, antes de ser levada ao hospital. Foto: Divulgação / Secretaria Estadual de Saúde

Um adolescente de 16 anos corre risco de ficar paraplégico após sofrer um grave acidente ao pular e mergulhar em águas rasas na Praia do Vargas, no distrito de Praia Seca, em Araruama, Região dos Lagos do Rio, no último sábado (17). De acordo com banhistas, ele bateu a cabeça em um banco de areia. Profissionais de saúde alertam para os riscos de saltos em praias, especialmente em locais com profundidade insuficiente.

De acordo com o Centro de Trauma do Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC), o adolescente foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e recebeu os primeiros atendimentos ainda na praia. Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi imediatamente transferido para o HERC.

No hospital, o jovem passou por avaliação das equipes de neurocirurgia, cirurgia geral e ortopedia. Foram realizados exames de tomografia computadorizada de crânio e coluna cervical, raio-X e análises laboratoriais.

Acidentes frequentes e alertas de prevenção

Durante o período de festas de fim de ano, férias escolares e verão, as cidades da Região dos Lagos registram aumento nos casos de acidentes por mergulho em águas rasas. Entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, o Hospital Roberto Chabo, referência no atendimento a pacientes com múltiplos traumas, recebeu 11 vítimas desse tipo de acidente.

Segundo médicos e o Corpo de Bombeiros, esses incidentes podem resultar em consequências graves, como paralisia de membros, lesões severas na coluna, fraturas, problemas neurológicos e traumatismo craniano. Em alguns casos, os danos são permanentes, podendo levar a paraplegia ou tetraplegia. A maior parte dos acidentes ocorre devido à imprudência e ao consumo de álcool, afetando principalmente homens entre 18 e 30 anos.

O diretor-técnico do Hospital Estadual Roberto Chabo, Leonam Fernandes, faz um alerta sobre o tema e destaca que um momento de lazer não pode se transformar em um problema para o resto da vida.

“O mergulho, que é uma diversão, não deveria trazer consequência para quem deseja se divertir. Por isso, a pessoa deve evitar saltos em locais que não conhece, que são os principais causadores de lesões na coluna cervical, como a tetraplegia”, frisou o diretor-técnico.

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