Uma operação de fiscalização identificou problemas no atendimento e na acessibilidade do sistema ferroviário operado pela SuperVia na estação Central do Brasil, no Centro do Rio. A ação foi realizada nesta terça-feira (10) pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro em parceria com o Procon-RJ e a AGETRANSP.
Durante a inspeção, agentes encontraram falhas que afetam diretamente os passageiros, principalmente idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Entre os problemas identificados está a dificuldade de acesso às plataformas para usuários que possuem cartão de gratuidade.
Segundo os fiscais, o benefício não é validado nas catracas disponíveis nas plataformas, obrigando os passageiros a se deslocarem até a bilheteria para validar o bilhete. No entanto, não há sinalização clara indicando esse procedimento, o que acaba deixando muitos usuários desorientados em busca de atendimento.
A equipe também constatou a ausência de filas preferenciais nas plataformas Belford Roxo, Saracuruna e Santa Cruz Expresso dentro da estação. A falta de estrutura adequada para o atendimento prioritário foi considerada uma falha na prestação de serviço e no dever de informação ao consumidor.
Outro ponto crítico apontado na fiscalização foi na plataforma Saracuruna, onde os agentes identificaram problemas de acessibilidade. No local, foi observado um vão significativo entre o trem e a plataforma, além de diferença de altura que dificulta o embarque de idosos e pessoas com mobilidade reduzida, aumentando o risco de acidentes.
Diante das irregularidades encontradas, a SuperVia foi notificada a disponibilizar funcionários suficientes para orientar passageiros que utilizam o benefício da gratuidade e para direcionar o público às plataformas preferenciais, que devem funcionar em horário integral.