Os bancários que trabalham na Caixa Econômica Federal atingem, nesta quarta-feira (23), 14 dias de paralisação. Iniciada no último dia 10, a greve é geral e de tempo indeterminado, abrangendo inúmeras unidades em âmbito nacional, incluindo Niterói e outros municípios da Região Metropolitana do Rio.
A mobilização se iniciou após o sindicato da categoria entrar em divergência com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que rejeitou a última Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) montada por bancários de todo o país.
Nesta terça-feira (22), parte dos empregados levantaram cartazes na porta e dentro de unidades da Caixa Econômica espalhadas pelo estado do Rio de Janeiro. Agora, após a categoria rejeitar mais uma proposta de acordo oferecida pelo patronato, o Comando Nacional dos Bancários aguarda uma chance de negociação com o banco.
Entenda a greve
A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), oferecida pela categoria, engloba cerca de 141 mil bancários em todo o Brasil e prevê a reposição integral da inflação medida pelo INPC acrescida de aumento real de 0,6% em 2026 e 2027. Segundo os bancários, a reposição gera reflexo nos salários, vale-refeição, vale-alimentação, auxílios e na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
No caso da Caixa, o impasse decorre da rejeição da proposta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que propõe mudanças no plano de assistência médica Saúde Caixa, no combate a metas de trabalho abusivas, nas adequações à Norma Regulamentadora 1 (NR-1) e por melhorias nas condições de saúde ocupacional.
Após uma sequência de desacordos, a direção do banco e os sindicados retomaram as negociações nesta quinta-feira, mas a orientação da categoria é manter a paralisação até que novas deliberações sejam tomadas em assembleia.
Em nota, a Caixa comunicou que mantém aberto o diálogo para construir um entendimento que contemple os funcionários e a Fenaban.