Os acidentes de motocicletas voltaram a mostrar números expressivos na cidade de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Apenas em fevereiro, o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT) registrou pouco mais de 400 entradas de emergência relacionadas ao tema, número quase 60% maior que o mesmo período em 2025.
Entre os casos registrados na unidade médica, a maioria das vítimas apresentou fraturas graves, que necessitaram de cirurgia e internação – inclusive precisando amputar membros, fora as que ainda aguardam nos leitos por intervenção cirúrgica. Segundo o HEAT, a maior parte é composta por adolescentes e jovens, homens, em uma faixa de 14 a 20 anos, muitos com histórico de acidentes de moto.
O aumento nos casos não impacta apenas a sociedade metropolitana, que vive e trafega pelo município, mas também as redes hospitalares, que vivem em rotina intensa, com consumo de insumos, materiais cirúrgicos e acesso ao banco de sangue acima do ideal.
Ortopedista no HEAT, Carlos Neves afirmou que os casos estão cada vez mais complexos e exigentes, com demandas sobre implantes e medicamentos de alto custo. De acordo com o profissional, a alta revela um dado prejudicial a pacientes médicos na região, já que todo o processo de intervenção e reabilitação da vítima tem custado cada vez mais caro ao sistema público de saúde.