A ONG Mulheres da Parada criou, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, a Cozinha Solidária, projeto que oferece refeições gratuitas e aposta em uma alimentação mais nutritiva e de baixo custo. A iniciativa busca contribuir para o enfrentamento da insegurança alimentar e ampliar o conhecimento sobre o uso integral de frutas, legumes e Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) na preparação das refeições.
Para que o projeto possa crescer e chegar à comunidade do entorno da sede da instituição, no bairro do Sacramento, a ONG também está em busca de doações e voluntários. A ideia é que, futuramente, sejam distribuídas quentinhas gratuitamente para a população.
A primeira experiência da iniciativa aconteceu nesta quarta-feira (2), durante um almoço comunitário oferecido às alunas da atual turma dos cursos de Confeitaria e Salgados da ONG.
O cardápio foi elaborado justamente para mostrar como partes dos alimentos que costumam ser descartados podem ser reaproveitados. Foram servidos creme de tomate com pão enriquecido com chaya; risoto de casca de abóbora; salada tropical com abobrinha, pepino, cebola roxa, manga e pimentão; além de coxas e sobrecoxas refogadas. Para acompanhar, houve suco de laranja enriquecido com ora-pro-nóbis e, na sobremesa, doce de abóbora com coco.
A proposta também inclui o uso das chamadas Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), que podem ampliar o valor nutricional das refeições sem aumentar significativamente o custo da alimentação.
Segundo a diretora e fundadora da ONG, Letícia da Hora, a Cozinha Solidária foi pensada não apenas para oferecer comida a quem precisa, mas também para ensinar formas mais econômicas de preparar refeições nutritivas.
“Ficamos muito felizes de realizar mais este novo projeto, que não é somente sobre minimizar os efeitos da insegurança alimentar. Queremos também mostrar que é possível melhorar a alimentação para que ela seja mais nutritiva a partir do aproveitamento integral dos alimentos e uso das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), ou seja, mostrar a possibilidade das nossas beneficiadas fazerem o mesmo em casa para ter uma alimentação saudável, nutritiva e de baixo custo”, explicou.
A iniciativa foi aprovada pelas participantes. Luana Gomes, de 31 anos, participou do almoço e afirmou ter aprendido uma nova maneira de utilizar a abóbora.
“Achei maravilhoso este almoço. Não só me alimentei como aprendi. Nunca mais vou jogar casca de abóbora fora e vou fazer conforme a cozinheira explicou. Com a abóbora fazer o doce e com a casca, o risoto. Isso é muito interessante“, contou.

Doações
A primeira edição da Cozinha Solidária foi viabilizada com patrocínio da Buddhist Global Relief (BGR), que já mantém parceria com a ONG para a compra de alimentos destinados ao Mercadinho Solidário. O programa distribui produtos não perecíveis para beneficiárias dos projetos da instituição e moradores da comunidade.
Já os legumes e as frutas utilizados nas refeições foram obtidos por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Ceasa RJ. A ONG Mulheres da Parada está cadastrada no programa desde maio deste ano e recebe, uma vez por mês, alimentos recolhidos no Banco de Alimentos do Ceasa, no Colubandê, em São Gonçalo.
Com a primeira edição realizada, a ONG agora busca ampliar a ação e transformá-la em uma atividade regular para atender moradores da região.
Quem quiser contribuir com a Cozinha Solidária Mulheres da Parada, seja com doações ou trabalho voluntário, pode entrar em contato pelo telefone (21) 97750-1295.