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Um grupo de mulheres realizou protesto na manhã deste domingo (31) em frente à 82ª DP (Maricá) pedindo mais segurança e o retorno da delegada Carla Tavares ao comando da distrital.
O ato aconteceu cinco dias após o corpo da jovem Ysabelli Cristina de Oliveira, de 18 anos, ter sido encontrado, sem roupa, em uma mata às margens da Estrada dos Cajueiros. O grupo, intitulado Movimento de Mulheres Juntas por Maricá, exibiu faixas com o pedido: ‘Volta, Carla!’.
“O primeiro atendimento aos familiares da vítima foi prestado pela delegacia de Maricá e, como em todos os casos envolvendo violência doméstica, não foi satisfatório”, disse a advogada Ingrid Menendes, que participou da manifestação pela melhoria do atendimento na 82ª DP.
A delegada Carla Tavares mostrou satisfação ao saber que foi lembrada pelo trabalho investigativo feito na cidade. “Em um momento difícil, a população lembrar do nome de um delegado que já passou pela delegacia há alguns anos realmente é o reconhecimento de um trabalho eficiente”, afirmou a policial, atualmente na Delegacia de Proteção e Atendimento à Mulher (Deam) de São Gonçalo.
Trajetória
Entre os diferentes casos que investigou durante o tempo que ficou na 82ª DP, a delegada Carla Tavares destaca a prisão do miliciano Renato Nascimento Santos, o Renatinho Problema, em 2018.
“Na época que estava à frente da delegacia, trabalhamos muito com a população de uma forma geral, principalmente com as mulheres vítimas de violência. Mas acredito que um dos casos que teve grande repercussão foi a prisão do Renatinho Problema. Após a prisão dele, populares foram para a porta da delegacia agradecer, porque o nome dele foi citado na investigação da morte da vereadora Marielle Franco”, lembrou Carla.
Carla deixou a delegacia de Maricá em 2019 e chegou a assumir a 73ª DP (Neves), em São Gonçalo. Desde então, atende as mulheres na Deam do município.
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Homicídios
Os homicídios nos quais as vítimas são mulheres vêm chamando a atenção da população maricaense.
“Os casos de mulheres sendo violentadas e mortas vêm crescendo em Maricá, o que causa medo nas mulheres. Não temos uma Delegacia da Mulher para dar solução a esses casos. Até agora o delegado da cidade não deu uma declaração que de fato mostre o interesse de solucionar casos como esse. A cidade precisa novamente de uma delegada”, cobrou a assistente social Maria Cristina Campos, de 36 anos.
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Apesar do ato ter sido feito em frente a delegacia de Maricá, a investigação da morte de Ysabelli está sob responsabilidade da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG).
Procurado pelo ENFOCO, o delegado Luiz Henrique Guimarães, titular da 82ª DP, explicou que o registro de desaparecimento foi feito na distrital, mas que, por ser tratar de homicídio, o caso foi encaminhado para a especializada.
“O fato foi registrado à noite e, já pela manhã, foi encaminhado à DH, onde a família da jovem estava sendo atendida, tendo os agentes daquela unidade realizado diligências para localizar a vítima”, pontuou.
Sobre as críticas que vem recebendo sobre o seu trabalho na unidade, o delegado ressaltou que só nos seis primeiros meses deste ano a 82ª DP já fez mais de 50 pedidos de prisão à Justiça de assaltantes, traficantes e homicidas, sendo ainda, segundo ele, encaminhado centenas de pedidos de medida protetiva de urgência ao Juizado de Violência Doméstica e Familiar da região.