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Segurança Pública

Conhecido entre os criminosos mais perigosos de Niterói, ‘Drill’ deixa a prisão

Redação | Publicado em: - Atualizado 42 minutos atrás

Drill foi solto há 19 dias, após decisão da Justiça. Foto: Divulgação / PMERJ

Um dos nomes apontados como peça-chave na guerra do tráfico em comunidades do Fonseca, na Zona Norte de Niterói, está de volta às ruas há 19 dias. Alex Moreira Pereira, conhecido como “Drill”, de 42 anos, apontado como uma das lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP), foi colocado em liberdade no dia 15 de outubro por determinação judicial. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen).

Procurado pelo ENFOCO, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) disse que não localizou o processo relacionado ao caso e ressaltou que a ação pode tramitar em segredo de Justiça. Não há maiores detalhes sobre o motivo da soltura do bandido, que passou cerca de 6 meses na cadeia.

Questionada sobre em qual unidade prisional “Drill” estava custodiado antes de ser solto, a Seppen não informou o local até a publicação desta reportagem.

“Drill” havia sido preso no dia 20 de abril deste ano, durante uma operação do 12º BPM (Niterói) na comunidade Santo Cristo. Na ocasião, policiais encontraram o criminoso escondido em uma casa abandonada.

A operação terminou com outras quatro pessoas presas em flagrante e a apreensão de um verdadeiro arsenal. Entre o material recolhido estavam dois fuzis, de calibres 5,56 e 7,62, uma granada, carregadores, munições e coletes táticos. Os agentes também apreenderam rádios transmissores, seis celulares e drogas. O caso registrado na 78ª DP (Fonseca).

Segundo informações da Polícia Militar, Drill acumula 11 anotações criminais, incluindo registros por homicídio e tráfico de drogas. Na época da prisão, ele era apontado pelas autoridades como uma das figuras centrais da disputa pelo controle territorial na região.

Guerra pelo controle do Fonseca

“Drill” é apontado como um dos principais responsáveis pela disputa entre facções criminosas no Complexo do Fonseca, que reúne comunidades como Santo Cristo, Palmeira, Pimba, Coreia e Coronel Leôncio.

Em novembro do ano passado, segundo as investigações, ele teria liderado uma ofensiva do TCP para tomar territórios que estavam sob domínio do Comando Vermelho (CV). Na ocasião, traficantes rivais teriam sido expulsos de áreas da região.

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