Skip to content

Segurança Pública

Delegado falta e julgamento de Oruam é adiado

André Silva | Publicado em: - Atualizado 8 meses atrás

Sessão que analisaria tentativa de homicídio contra policiais civis foi transferida para 30 de março - Foto: Reprodução

A audiência que daria início à fase de instrução do processo criminal contra o rapper Oruam, marcada para esta segunda-feira (23), foi adiada após uma das vítimas não comparecer ao fórum. A nova data foi definida para 30 de março, às 11h, por decisão da 3ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O artista, cujo nome de registro é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, responde por duas tentativas de homicídio qualificado contra agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, além de acusações de resistência, desacato, ameaça e dano qualificado. Ele é considerado foragido após a revogação de um habeas corpus que havia suspendido sua prisão preventiva.

A sessão foi remarcada depois que a defesa solicitou o adiamento em razão da ausência do delegado Moysés Santana Gomes, apontado como uma das vítimas. A juíza Tula Corrêa de Mello acolheu o pedido e determinou nova data para a continuação da Audiência de Instrução e Julgamento, etapa em que são colhidos depoimentos de vítimas, testemunhas e réus.

Também figuram como acusados no processo William Matheus Vianna Rodrigues, Pablo Ricardo de Paula Silva e Victor Hugo Vieira dos Santos. Outro agente apontado como alvo das agressões é o oficial de cartório Alexandre Alves Ferraz.

Segundo a acusação, o caso ocorreu em julho de 2025, no Joá, Zona Oeste do Rio, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um adolescente investigado por envolvimento com o tráfico de drogas. O jovem foi localizado dentro da residência do cantor.

Denúncia do Ministério Público

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o rapper e os demais acusados teriam arremessado pedras contra os policiais a partir de uma sacada situada a cerca de 4,5 metros de altura.

A promotoria sustenta que a ação assumiu o risco de provocar a morte dos agentes, caracterizando dolo eventual. Para o órgão, a conduta extrapolou uma reação à presença policial e configura tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e por ter sido praticada contra agentes de segurança pública em serviço.

Além das acusações relacionadas à tentativa de homicídio, os denunciados respondem por resistência qualificada, desacato, ameaça e danos ao patrimônio público, incluindo avarias em uma viatura utilizada na operação.

Com o adiamento, a expectativa é que a próxima audiência marque o avanço da instrução processual que antecede eventual julgamento pelo Tribunal do Júri.

André Silva

Bastante ativo na cobertura cultural, ja foi contemplado com o Prêmio Themis de Jornalismo, concedido pelo TJRS. Além da cultura, caminha por várias editorias, inclusive em cobertura de eventos internacionais, como a Cúpula do G20 e o encontro dos Brics. Instagram: @andrre.sillva

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Niterói

Interdição na orla de Icaraí, em Niterói, começa na terça-feira; entenda

Filas no para ônibus em São Gonçalo
Região

RJ tem PM detido por vender voto no Rio, redução de ônibus em SG e morte em Maricá

Brasil & Mundo

Zanin estende votação até as 19h após caos no transporte de eleitores

Niterói

Carro fica em cima de outro após grave acidente no Centro de Niterói