A família do companheiro de Amanda Cristina Gomes Baptista, de 41 anos, apresentou uma nova versão sobre o desaparecimento da mulher, registrada desde a madrugada de domingo (29), na Região Oceânica de Niterói. Segundo os parentes, “não houve agressão” e a confusão teria sido causada por um episódio de descontrole.
De acordo com relatos da família do homem, Amanda teria participado de um aniversário no sábado e, ao retornar, não estaria “em seu estado normal”. “Ela é usuária de drogas e costuma beber. Por isso ele foi buscar, por causa da bebê”, afirmou um dos familiares. Ao chegar em casa, segundo eles, a discussão teria se intensificado.
Ainda segundo os parentes, durante a briga, Amanda teria ameaçado a própria filha, de 9 meses. “Ela falou que ia jogar a bebê no chão. A gente teve que tirar a criança dali”, disse. Na sequência, a confusão teria ido para a rua.
Os familiares afirmam que Amanda saiu da residência com objetos nas mãos. “Ela foi pra rua com um vidro em uma mão e uma faca na outra, gritando que podia vir qualquer um”, relataram. “Temos vídeos, áudios e testemunhas que viram tudo.”
A família também contesta a versão de agressão por parte do companheiro. “Ele não encostou nela. Foi ele que ligou pro 190”, disseram. Segundo o relato, Amanda teria fugido ao perceber a chegada da viatura. “Quando viu a polícia entrando na rua, saiu correndo.”
Relação conturbada
Outro ponto citado é que Amanda já teria desaparecido em outras ocasiões. “Já sumiu antes, não é a primeira vez”, afirmaram. Eles também disseram que o homem tentou ajudá-la ao longo do relacionamento. “Ele ajudou muito ela a sair das drogas e da bebida, mas a ingratidão da família dela foi grande demais”, afirmou um dos familiares.”
Sobre a denúncia de que um homem armado teria sido chamado, os parentes apresentam outra versão. “Teve ligação sim, mas quem foi ameaçada foi uma pessoa da nossa família, não ela”, disseram. “Inclusive tinha uma sobrinha dela na hora.”
A família informou ainda que o pai da criança pediu uma medida protetiva para a filha. “Foi por causa das ameaças contra a bebê”, afirmaram.
Os parentes também negaram a fala atribuída ao homem sobre a possível morte de Amanda. “Isso é mentira. Ele nunca disse isso”, disseram. Segundo eles, a mulher saiu de casa levando documentos. “Ela mesma pegou tudo antes de sair.”
Amanda está desaparecida desde a madrugada de domingo, após ser vista na região da Lagoa de Itaipu, a caminho da casa onde morava, na Rua Professor Jurenil Andrade Costa.
Desaparecimento
Amanda está desaparecida desde a madrugada de domingo, após ser vista na região da Lagoa de Itaipu, a caminho da casa onde morava, na Rua Professor Jurenil Andrade Costa. Ela vestia um vestido azul florido e estava preocupada em buscar a filha.
De acordo com a Polícia Civil, “o caso foi registrado na 81ª DP (Itaipu) e encaminhado ao Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), que da continuidade às investigações”. Ainda segundo a corporação, diligências estão em andamento para localizá-la.
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Amanda pode entrar em contato pelos números: (21) 97367-9936, (21) 97401-1476 ou (21) 97273-4028.