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Segurança Pública

Golpe de R$ 1 bilhão? Polícia mira grupo que ‘ressuscitou’ banco fechado há 60 anos

Redação | Publicado em:

Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em condomínios de alto padrão no Rio. Foto: Arquivo / Divulgação

A Polícia Civil realiza uma operação nesta quinta-feira (25) contra um grupo suspeito de tentar se apropriar de mais de R$ 1 bilhão usando um banco que encerrou oficialmente suas atividades há mais de seis décadas. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em bairros nobres do Rio de Janeiro.

Batizada de Operação Lázaro, a ação é coordenada pela Delegacia de Defraudações (DDEF) e tem como alvo condomínios e residências de alto padrão no Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo.

Segundo as investigações, um grupo de falsos acionistas teria conseguido reativar, em 2024, o registro de um banco extinto desde 1964, mesmo após sua liquidação ter sido concluída e aprovada pelos próprios acionistas da época. A Polícia Civil apura se a manobra foi usada para dar aparência de legalidade à tentativa de reivindicar um crédito superior a R$ 1 bilhão.

O valor estaria ligado à desapropriação de uma área de cerca de 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes. Os investigadores suspeitam que o grupo pretendia assumir os direitos sobre essa indenização bilionária.

As apurações mostram que, após o encerramento das atividades do banco, todas as ações da instituição deixaram de existir e os ativos remanescentes foram distribuídos aos acionistas. Mesmo assim, décadas depois, pessoas passaram a se apresentar como representantes da empresa para tentar restabelecer o registro da instituição.

Além dos supostos acionistas, a investigação também apura a participação de agentes públicos e ex-integrantes de um órgão governamental no esquema.

Durante a investigação, surgiram ainda indícios de envolvimento dos suspeitos em outras práticas ilegais, como fraudes imobiliárias, invasões de terrenos e empreendimentos irregulares na Barra da Tijuca.

Nesta fase da operação, os policiais buscam apreender documentos, celulares, computadores e outros materiais que possam ajudar a esclarecer a participação de cada investigado e aprofundar as apurações.

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