Interesse financeiro! Essa é principal linha de investigação traçada pela Polícia Civil para determinar as motivações do crime ocorrido em fevereiro contra o mestre de capoeira Paulo Cesar da Silva Souza, conhecido como “Paulinho Sabiá”. A irmã da vítima é acusada de ser a mandante do assassinato. Ela foi presa nesta quarta-feira (8) por policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.
A prisão foi realizada no bairro Badu, na Região de Pendotiba. O crime aconteceu no dia 18 de fevereiro, no bairro Icaraí. As investigações apontaram que os autores haviam tentado matar a vítima dois dias antes e só não conseguiram consumar o crime devido a uma falha na arma. No dia do crime, Paulinho Sabiá foi executado por dois homens em uma motocicleta, com apoio de um terceiro comparsa, que monitorava a rotina da vítima.
Um dos envolvidos, que pilotava a moto nas duas ações criminosas, foi identificado como criminoso atuante no Complexo do Alemão, no Rio. Ele foi capturado no último sábado (4). Os outros dois integrantes que participaram da ação ainda são procurados pela polícia.
Inimiga de sangue
Durante a investigação, os policiais descobriram que os criminosos contavam com informações privilegiadas sobre os hábitos da vítima. Segundo a polícia, em análise ao celular do preso ficou constatado que a própria irmã mantinha contato frequente com Sabiá, buscando detalhes sobre sua localização e rotina pouco antes dos ataques.
Após ser detido, o criminoso que conduzia a moto confessou a participação no crime e confirmou o envolvimento da mulher como responsável por repassar as informações. Com base nas provas reunidas, os policiais representaram pela prisão da suspeita.

Ainda de acordo com a polícia, a vítima costumava guardar dinheiro em espécie, e há indícios de que a irmã de Sabiá já havia participado de um episódio anterior de roubo de valores. Contra os envolvidos, foram cumpridos mandados de prisão temporária.
O que diz a Defesa?

Os advogados Marcello Ramalho e Raphael Mattos, responsáveis pela defesa da acusada, confirmaram se tratar de uma prisão temporária para garantir o andamento das investigações.
Em nota, a Defesa esclareceu que ‘como a prisão ainda é para preservar os atos investigatórios não se pode afirmar qualquer participação dela no evento’.
A Defesa, inclusive, acrescentou que entrará com pedido de prisão domicilar, pois a acusada seria responsável por cuidar do pai de 97 anos.
‘Também vamos questionar a forma como o celular foi apreendido, em desacordo com a legislação penal vigente’, conclui a nota.