A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (2), a mulher apontada como responsável por esfaquear a própria nora 34 vezes na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio. A sogra foi localizada por agentes após a Justiça expedir um mandado de prisão temporária contra ela. Segundo as investigações, a mulher atribuía à vítima, uma jovem de 28 anos, a responsabilidade pela morte de seu filho.
De acordo com a Polícia Civil, o filho era apontado como uma das lideranças do tráfico de drogas na comunidade Bateau Mouche e morreu durante uma operação policial realizada há poucas semanas.
Ataque
O ataque contra a jovem ocorreu no último domingo (31), em frente à casa da vítima. Conforme as investigações, ela foi atingida por 34 golpes de faca. Testemunhas relataram que as agressoras chamaram a mulher para fora da residência e, em seguida, iniciaram as agressões.
As apurações também identificaram a participação de outra mulher, apontada como amante do traficante. Ela é suspeita de envolvimento no crime e é considerada foragida da Justiça.

Além das facadas, a vítima teria sido torturada. Moradores da região prestaram socorro e ajudaram a encaminhá-la para uma unidade de saúde.
A jovem recebeu os primeiros atendimentos e foi levada para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste. Até esta terça-feira (3), seu estado de saúde era considerado estável.
Morte do traficante
O filho da suspeita morreu em março deste ano durante um confronto com policiais militares do 18º BPM (Jacarepaguá). Segundo a investigação, ele integrava uma quadrilha de traficantes que atua na comunidade Bateau Mouche.
O caso foi registrado na 41ª DP (Tanque). Agentes apreenderam os objetos utilizados no crime, que foram encaminhados para perícia. A Polícia Civil segue em busca da segunda suspeita envolvida na tentativa de homicídio.
Segundo familiares da vítima, a sogra nunca aprovou o relacionamento da jovem com seu filho.
A irmã da vítima relatou que ela enfrentava perseguições e ameaças constantes, situação que teria se intensificado após a morte do companheiro.