Familiares e amigos da auxiliar de serviços gerais Thayane Gomes Soares, de 31 anos, vivem momentos de angústia desde o desaparecimento da jovem, ocorrido na manhã da última segunda-feira (15). De acordo com a família, ela foi vista pela última vez em um ponto de ônibus em São Gonçalo, no horário em que costuma sair para trabalhar.
No dia seguinte, após a divulgação de seu desaparecimento nas redes sociais e em grupos de mensagens, uma pessoa entrou em contato com os familiares informando ter reconhecido Thayane em uma rodoviária de Cabo Frio, na Região dos Lagos. Desde então, não há informações sobre o paradeiro da jovem.
Segundo familiares, Thayane mora no bairro Boaçu, em São Gonçalo, e saiu de casa por volta das 7h. No momento do desaparecimento, ela vestia um casaco branco, calça jeans e tênis. A jovem não informou para onde iria e, desde então, não manteve contato com parentes ou amigos.
Ainda de acordo com a família, Thayane saiu de casa levando documentos pessoais e o celular. No entanto, o aparelho permanece desligado, dificultando qualquer tentativa de contato.

A preocupação aumentou na madrugada de terça-feira (16), quando familiares receberam, por meio de um grupo de mensagens, uma fotografia que mostrava a jovem em uma rodoviária de Cabo Frio. Até o momento, a família não sabe por que ela estava na cidade nem para onde seguiu após ser vista no local.
Os parentes não sabem informar se a pessoa que reconheceu Thayane chegou a conversar com a jovem. Assim que receberam a foto, familiares seguiram para Cabo Frio em busca de informações que pudessem ajudar a localizá-la.
“Logo que recebemos essa foto, viemos para cá. Inclusive, neste momento estou na rodoviária de Cabo Frio, enquanto outras pessoas estão procurando em diferentes pontos da cidade. Temos pouquíssimas informações sobre o paradeiro dela”, relata a prima da jovem, Lisandra Soares.
Ainda segundo Lisandra Soares, os cartões bancários de Thayane, tanto de débito quanto de crédito, não registraram qualquer movimentação desde o desaparecimento. O cartão de passagem também não foi utilizado.
Familiares informaram ainda que Thayane enfrenta um quadro de depressão, mas não faz uso de medicação e não apresentou mudanças recentes de comportamento que pudessem indicar a intenção de deixar a residência.
A família relatou que houve um episódio semelhante há cerca de seis anos, quando a jovem também saiu de casa sem avisar para onde iria.
Para auxiliar nas buscas, os parentes destacam que Thayane possui tatuagens nos dois braços. Em um deles está escrito “Nycolle” e, no outro, “Nycollas”, características que podem ajudar na sua identificação.
Qualquer informação sobre o paradeiro de Thayane Gomes Soares pode ser repassada à Polícia Civil, pelo telefone 197, ou diretamente aos familiares pelo número (21) 99808-5645.
Procurada pela reportagem para comentar o caso e informar o andamento das investigações, a Polícia Civil informou que o caso “foi registrado na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) e encaminhado à 126ª DP (Cabo Frio), que dá seguimento às investigações. Diligências estão em andamento para localizá-la”, diz em nota.