A dor e a cobrança por respostas marcaram a fala de Gilmar da Silveira, pai do adolescente apontado como neto de consideração da babá, na casa de quem Ayla Nunes Alves, de 1 ano e 3 meses, foi encontrada morta, em Maricá. O adolescente foi levado à delegacia como suspeito no caso.
Em frente à Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, ele afirmou que, caso o filho tenha qualquer responsabilidade comprovada, não irá protegê-lo. “Se for meu filho, eu vou cobrar. Uma vida é uma vida”, declarou.
Visivelmente abalado, Gilmar disse que a família também está tentando entender o que aconteceu e que considera o caso extremamente grave. Segundo ele, é preciso aguardar o resultado do laudo pericial para que os fatos sejam esclarecidos. “Vamos esperar o laudo para saber o que realmente aconteceu, para poder tomar uma atitude”, afirmou.
O pai explicou que o adolescente estava na casa da mulher que cuidava de crianças na região, mas ressaltou que não se trata de avó biológica. Ele também mencionou que havia outras pessoas na residência no momento do ocorrido. “É uma situação muito séria. Se houver culpa, tem que pagar”, reforçou.
A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo segue com as investigações e realiza diligências para esclarecer as circunstâncias da morte da criança.
O caso
De acordo com a mãe, que preferiu não se identificar, a criança estava há pouco tempo sob os cuidados de uma babá. A menina foi levada já sem vida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inoã, em Maricá.